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Alckmin sobre tarifaço: Brasil prioriza diálogo e tenta evitar guerra comercial

Vice-presidente Geraldo Alckmin destaca a importância de evitar uma guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos, devido ao traifaço  |  Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Publicado em 23/07/2026, às 08h01   Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil   Tatiana Ribeiro

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quarta-feira (22), durante um evento em São Paulo, que o governo brasileiro busca uma solução negociada para a tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras.

Segundo ele, a intenção é evitar medidas de retaliação e uma escalada para uma guerra comercial entre os dois países.

Práticas comerciais desleais

O aumento das tarifas foi anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) após a conclusão da investigação aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento utilizado pelo governo norte-americano para apurar práticas comerciais consideradas desleais.

“Nós temos uma lei de reciprocidade, uma lei aprovada por unanimidade. Não tem retaliação. A ideia não é fazer retaliação, a ideia é buscar solução. A lei de reciprocidade é um instrumento importante que o governo tem para avaliar, adequar. [Está na mesa, então?] Está na mesa, mas esse não é o objetivo. O objetivo não é fazer guerra comercial, o objetivo é resolver o problema”, afirmou o vice-presidente.

Governo anuncia socorro a empresas tarifadas


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta quarta-feira (22), no Palácio do Planalto, um pacote de medidas para apoiar empresas impactadas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Entre as ações, está a oferta de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito.


Além do financiamento, o pacote inclui mecanismos como seguro-garantia e a ampliação do Reintegra para micro e pequenas empresas.

Linhas de crédito

O programa tem como objetivo devolver às exportadoras parte dos tributos residuais acumulados ao longo da cadeia produtiva, aumentando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo.

Do total de R$ 18,5 bilhões destinados às linhas de crédito, R$ 13,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional, enquanto os outros R$ 5 bilhões serão disponibilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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