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Alerta em SP: Onda de calor e ar seco elevam risco de incêndios e pioram a qualidade do ar

Onda de calor histórica atinge São Paulo com baixíssima umidade do ar, eleva o risco de grandes incêndios e exige cuidados urgentes da população  |  Foto: Jader Souza/Agência Brasil

Publicado em 31/08/2026, às 15h49   Foto: Jader Souza/Agência Brasil   Marina do Val

A combinação de altas temperaturas e baixos índices de umidade relativa do ar colocou o estado de São Paulo em situação de atenção. 

A massa de ar quente e seco que atinge o território paulista intensifica a concentração de poluentes e eleva drasticamente o risco de queimadas em áreas urbanas, rurais e às margens de rodovias.

Nas regiões norte e noroeste do estado, a situação é ainda mais crítica. 

A previsão indica termômetros próximos dos 40 °C e níveis de umidade do ar caindo abaixo de 12% nos períodos mais quentes do dia, um parâmetro comparável ao de regiões desérticas.

O perigo da vegetação seca

A falta de chuva associada ao calor extremo reduz a umidade presente no solo e na vegetação, fazendo com que folhas, galhos e capim seco se tornem combustíveis extremamente fáceis de queimar. 

Aliado a isso, os ventos aceleram a propagação do fogo, transportando brasas e faíscas para locais distantes e criando novos focos de incêndio em poucos minutos. 

O Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Defesa Civil de São Paulo reforçam que a estiagem exige cuidados redobrados de toda a população para evitar tragédias ambientais e prejuízos à saúde pública.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Recomendações e prevenção

Para conter o aparecimento de novos focos de fogo e amenizar os impactos do tempo seco, órgãos de proteção ambiental e de emergência orientam a adoção de cuidados rigorosos.

A principal medida é a proibição total da queima de resíduos, evitando atear fogo em lixo, restos de poda, folhas ou entulhos, seja em quintais urbanos ou em terrenos baldios. 

Nas estradas, motoristas e passageiros devem redobrar a atenção e nunca lançar bitucas de cigarro ou outros materiais inflamáveis pelas janelas dos veículos. 

Além disso, produtores rurais e proprietários de terrenos devem manter a vegetação rasteira aparada e criar faixas livres de vegetação, conhecidas como aceiros. 

A Secretaria de Agricultura recomenda faixas de ao menos 3 metros entre talhões, 5 metros ao longo de cercas e divisas, e 6 metros no entorno de áreas de vegetação nativa.

O que fazer ao presenciar fumaça ou focos de incêndio

Ao identificar princípios de incêndio ou colunas de fumaça, a orientação expressa das autoridades é não tentar combater as chamas por conta própria, pois a força do vento pode mudar de direção rapidamente e encurralar quem estiver por perto. 

A atitude correta é se afastar imediatamente do local e da rota da fumaça e acionar sem demora as equipes de resgate ligando para o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou para a Defesa Civil pelo 199.

Para receber alertas de emergência e boletins meteorológicos diretamente no celular, a Defesa Civil disponibiliza um serviço gratuito via SMS, bastando enviar o número do CEP da sua localidade para o número 40199.

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