Política
Publicado em 27/10/2026, às 22h39 Foto: Reprodução/Instagram Marcela Guimarães
O jogador Richarlison voltou a ironizar Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (27), ao comentar a saída do político do país.
Em post no Instagram, o jogador do Tottenham resgatou a polêmica envolvendo a Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), que é alvo de uma disputa judicial entre ele e o advogado Willer Tomaz, amigo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Richarlison acusa Flávio de ter interesse na propriedade e questiona os desdobramentos do caso. Para provocar, o atacante compartilhou imagens produzidas com inteligência artificial (IA) que brincam com a possibilidade de recuperar o local, que ele próprio apelidou de “Ilha do Richarlison”.
A publicação também recebeu comentários de Neymar, atacante do Santos e apoiador de Flávio nas eleições. “Próxima vez lê o contrato seu moleque [risos]”, escreveu.
Confira a publicação de Richarlison:
O conflito entre Richarlison e Willer Tomaz envolve os direitos de ocupação de uma propriedade de luxo em Angra dos Reis. A polêmica ganhou repercussão nacional pelos valores envolvidos e pela proximidade entre o advogado e Flávio Bolsonaro.
O caso voltou a repercutir neste mês de outubro, em meio à disputa do segundo turno das eleições. Richarlison publicou vídeos nas redes sociais contestando a perda do imóvel e pedindo que a Polícia Federal investigasse o caso.
O jogador do Tottenham afirma ter desembolsado aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição dos direitos de ocupação e na construção da estrutura da propriedade.
Apesar dos investimentos, a titularidade desses direitos passou a ser reconhecida administrativamente em favor de uma empresa ligada a Tomaz.
A origem da disputa remonta a 2020, quando Richarlison e seus sócios negociaram os direitos de ocupação do terreno, fizeram pagamentos a antigos ocupantes e investiram na construção de uma mansão.
Por outro lado, a situação jurídica é mais complexa do que uma simples compra e venda. Como o terreno pertence à União, a negociação envolve direitos de ocupação e procedimentos de regularização perante a Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Tomaz sustenta que sua empresa, a WT Administração de Imóveis e Bens S.A., adquiriu legalmente os direitos sobre a área. Segundo o advogado, a documentação demonstra que os antigos ocupantes que negociaram com Richarlison não eram os legítimos titulares dos direitos reivindicados.
Um dos principais pontos de controvérsia é a transferência administrativa dos direitos de ocupação, realizada em 2022. Naquele ano, a SPU alterou o cadastro do imóvel em favor da empresa de Tomaz.
Richarlison questiona a rapidez do procedimento e as circunstâncias que levaram à perda do controle da propriedade.
O jogador também afirma ter recusado uma proposta de compra atribuída a Flávio Bolsonaro e acusa os envolvidos de terem se aproveitado da situação judicial.
Tomaz, por sua vez, afirma ter vencido disputas em diferentes instâncias, inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e sustenta que os documentos comprovam a legitimidade da aquisição.
Segundo reportagens sobre o caso, a empresa ligada ao atacante desistiu de recursos em 2025. Mesmo assim, Richarlison continua contestando publicamente o desfecho e cobrando esclarecimentos.
*Com apuração da CNN Brasil
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