Política
Publicado em 22/10/2026, às 17h20 Foto: Reprodução/Pexels Marina do Val
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$239,4 bilhões em setembro deste ano, de acordo com os dados oficiais divulgados pela Receita Federal.
O montante representa o maior valor já registrado para o mês em toda a série histórica, iniciada em 1995. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o resultado traduz um crescimento real (já descontada a inflação pelo IPCA) de aproximadamente 5,6%.
O desempenho expressivo das contas públicas em setembro foi influenciado por um conjunto de fatores macroeconômicos e estruturais. O dinamismo da economia brasileira continua gerando maior volume de transações e lucros tributáveis.
Somado a isso, o encarecimento do barril de petróleo no mercado internacional, pressionado por conflitos e tensões geopolíticas, como a crise envolvendo Estados Unidos e Irã, elevou significativamente as receitas do governo provenientes de royalties e da participação na extração da commodity, cenário reforçado pela implementação de uma taxação adicional sobre as exportações do setor por parte do Executivo.
O esforço fiscal do governo nos últimos anos também tem surtido efeito prático na arrecadação através de mudanças na legislação tributária; entre as medidas adotadas estão o aumento da tributação sobre fundos exclusivos (alta renda) e empresas offshore.
Por fim, o ajuste nas regras de subvenções estaduais, a reoneração gradual da folha de pagamentos, o fim de benefícios fiscais setoriais (como o Perse para o setor de eventos), e elevações nas alíquotas do IOF e de Juros sobre Capital Próprio (JCP).
No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação federal totalizou cerca de R$2,38 trilhões (ou R$2,25 trilhões em receitas administradas pela Receita Federal).
Esse desempenho representa um crescimento real em torno de 7% frente ao mesmo período de 2025, configurando também o recorde histórico para os nove primeiros meses do ano.
Apesar do forte ingresso de recursos nos cofres públicos, analistas e o próprio cenário fiscal continuam monitorando o ritmo dos gastos públicos em relação às metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal vigente.
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