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Banco do Brasil e Correios fecham contrato bilionário; entenda o caso

A contratação bilionária por dispensa de licitação envolve a prestação de serviços logísticos e de atendimento em agências dos Correios  |  Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 08/07/2026, às 12h45   Foto: Reprodução/Redes Sociais   Amanda Ambrozio

O Banco do Brasil (BB) formalizou um novo contrato com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) no valor de R$ 2,3 bilhões.

O acordo tem prazo de 60 meses e engloba serviços postais convencionais, especiais e telemáticos no território nacional e no exterior.

A nova parceria substitui o vínculo anterior assinado em 2018, trazendo valores atualizados pela inflação, de acordo com o UOL.

A instituição destacou que a contratação é fundamental para assegurar a continuidade de suas rotinas operacionais e evitar prejuízos.

Foto: Divulgação/Correios

Justificativa para a dispensa de licitação

A contratação ocorreu de maneira direta, sem concorrência pública.

O banco justificou a medida explicando que a maior parte das atividades demandadas está sob o monopólio postal dos Correios, o que inviabiliza a competição.

Para os serviços fora desse monopólio legal, o Banco do Brasil realizou cotações prévias junto à iniciativa privada e atestou que as tarifas propostas pela estatal são compatíveis com a média praticada no mercado logístico.

O banco também ressaltou as limitações de infraestrutura enfrentadas no setor privado para cobrir regiões do interior ou de difícil acesso.

Segundo o documento divulgado, nenhuma outra empresa de transporte no país detém a capilaridade e a capacidade operacional equivalentes às da estatal para garantir entregas em localidades remotas.

As tarifas aplicadas seguem políticas comerciais padronizadas, sem espaço para negociações individuais.

Critérios de governança e reestruturação da estatal

A aprovação do acordo passou por análises técnicas e jurídicas independentes dentro das esferas de conformidade do Banco do Brasil.

Por se tratar de um contrato de adesão, a instituição enfatizou que se submete às mesmas regras aplicadas aos demais clientes corporativos, sem qualquer tipo de benefício ou tratamento diferenciado no atendimento de suas demandas.

A assinatura do contrato coincide com um período de reestruturação financeira e captação de recursos por parte da estatal.

Os Correios vêm buscando linhas de financiamento no mercado de crédito para modernizar suas operações de triagem e transporte.

No final do ano passado, a operadora logística obteve um empréstimo de R$ 12 bilhões por meio de um consórcio formado por cinco grandes bancos do país, incluindo o próprio Banco do Brasil, e atualmente negocia um novo crédito de cerca de R$ 7 bilhões.

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