Política
Publicado em 06/11/2026, às 14h40 Foto: Reprodução/Magnific Marina do Val
Após obterem uma liminar no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) para retomar o funcionamento no Brasil, as plataformas de apostas online Casa de Apostas, Betsul e Jogo Online enfrentam barreiras para operar no mercado nacional.
A empresa responsável pela gestão desses sites, CDA Gaming, aponta que as principais instituições financeiras do país estão recusando as transferências e os depósitos via Pix destinados aos jogos de apostas.
De acordo com informações apuradas pela coluna de Demétrio Vecchioli, no portal Metrópoles, a restrição levou a empresa a acionar novamente a Justiça Federal.
Na nova petição, a companhia exige que o Banco Central e o Ministério da Fazenda sejam intimados com caráter de urgência, com o objetivo de garantir o restabelecimento imediato dos serviços de pagamento e a liberação das movimentações financeiras.
Segundo os relatos detalhados e apresentados pela empresa, os apostadores que tentam efetuar depósitos encontram barreiras técnicas e mensagens de erro.
Bancos de grande porte e instituições de pagamento, como Nubank e Itaú, têm notificado os usuários de que as transações direcionadas a essas plataformas encontram-se bloqueadas.
A justificativa das instituições envolve o cumprimento de exigências regulatórias e a verificação do status das empresas junto à Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), órgão vinculado ao governo federal.
Além dos citados, o bloqueio operacional abrange uma lista extensa de instituições financeiras, incluindo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco Inter, Mercado Pago, PicPay e Banco Pan.
Diante do cenário de intransigência por parte do setor bancário, a defesa da CDA Gaming encaminhou um novo pedido formal à desembargadora Adriana Pileggi. Na petição, a empresa solicita a imposição de um prazo de 24 horas para o cumprimento integral das determinações judiciais.
O documento também cobra o restabelecimento formal do acesso ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP) do governo federal e exige esclarecimentos jurídicos sobre a validade da liminar no que tange a ações de marketing e campanhas publicitárias.
No entanto, a disputa está longe de terminar: a Advocacia-Geral da União (AGU) já manifestou seu posicionamento e informou que recorrerá da decisão para tentar reverter a liberação concedida pelo tribunal.
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