Polícia

MPSP: agiotas escondiam pagamentos para tomar imóveis de vítimas

Dez armas foram apreendidas durante Operação Shylock - Foto: Divulgação/Polícia Militar
Investigação do MPSP revela que grupo utilizava empresas de fachada para ocultar atividades criminosas e movimentações financeiras  |   BNews SP - Divulgação Dez armas foram apreendidas durante Operação Shylock - Foto: Divulgação/Polícia Militar
Vinicius Brito

por Vinicius Brito

Publicado em 06/11/2026, às 14h00



A rede de agiotas investigada na Operação Shylock, deflagrada nesta sexta-feira (6), ocultava valores já pagos pelas vítimas para tomar posse de seus imóveis de forma forçada. Sete pessoas foram presas durante a ação.

A operação é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com o 1º e o 10º Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baep), da Polícia Militar, e agentes do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2 (Deinter 2), em Campinas, no interior paulista.

18 pessoas perderam seus imóveis 

Ao menos 18 pessoas perderam seus imóveis para a rede de agiotas investigada. Ao todo, o grupo teria feito 62 vítimas, segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam empresas de fachada para realizar movimentações financeiras suspeitas e transferências de patrimônio. A estratégia teria como objetivo ocultar a origem dos recursos obtidos por meio das atividades criminosas.

A Justiça também expediu 11 mandados de prisão preventiva e 24 ordens de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais de Campinas. As medidas incluem ainda o bloqueio de bens e valores, o sequestro de imóveis e o afastamento cautelar de um agente público de suas funções.

Funcionário do cartório entre os presos

Entre os presos, estão Silene Maria Mosca Porto, detida em flagrante por porte ilegal de arma de fogo; Andrea Delpasso; Thales Mosca Porto; Paulo César Veloso Grigoletti; Eduardo Tadeu Baraccat Filho; e Eduardo Berini, funcionário do 4º Cartório Notas Nova Campinas.

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao MPSP, identificaram cerca de 50 operações realizadas pela organização criminosa. Segundo o órgão, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os integrantes.

As funções incluíam a captação de vítimas, negociação de empréstimos, formalização de contratos, administração financeira, cobrança e ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

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