Política
Publicado em 28/08/2025, às 17h04 O título do texto é "O que o Brasil pode ensinar à América". - Foto: Reprodução The Economist Camila Lutfi
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) virou capa da revista britânica The Economist nesta quinta-feira (28). A escolha da capa semanal se deu pelo julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa na próxima semana.
Na imagem, o parlamentar aparece como "Viking do Capitólio", fazendo referência à invasão do prédio sede do poder legislativo dos Estados Unidos. Vale lembrar que ele é julgado pelo STF por suposta ligação na trama golpista que levou aos atos terroristas do 8 de janeiro, após as eleições de 2022.
O título da capa é "O que o Brasil pode ensinar à América" e a montagem foi realizada em alusão a Jacob Anthony Chansley, um dos invasores e conspiradores do Capitólio nos EUA em 6 de janeiro de 2021.
Veja a capa da revista The Economist, com a montagem de Bolsonaro:
Segundo o texto publicado pela revista, o julgamento de Bolsonaro indica uma recuperação do Brasil após uma "febre populista" e destaca líderes populistas em ascensão na Polônia e no Reino Unido.
Ainda assim, o periódico afirma que a comparação mais marcante do Brasil é com os EUA, parecendo que os países estão "trocando de lugar". Enquanto o governo de Donald Trump torna a maior potência do mundo mais protecionista e autoritária, o Brasil segue determinado a fortalecer sua democracia.
O texto destaca que as memórias da ditadura militar (1964-1985) ajudam a entender porquê o Brasil age diferente.
Além disso, mesmo defendendo o STF como "guardião da democracia brasileira", o Economist afirma que uma tarefa essencial do país também será controlar a atuação dos juízes, não eleitos pelo povo, visto que alguns inquéritos podem ser determinados individualmente.
O jornal reconhece que não é uma tarefa simples, especialmente porque o Brasil ainda é um país muito dividido.
"Bolsonaro tem apoiadores fanáticos que causarão problemas, especialmente se o tribunal impor uma sentença severa. Reformar o Supremo Tribunal Federal e a Constituição exige que grupos abram mão do poder em prol do bem comum. É natural que se apeguem ao que têm - mesmo que seja apenas porque não confiam em seus inimigos. Todos querem crescimento, mas, para obter mais crescimento, algumas pessoas terão que abrir mão de alguns privilégios", informa a revista.
Por fim, a matéria revela que o cenário brasileiro mostra certas "características da maturidade política", afirmando que o "papel de adulto democrático" do ocidente migrou para o sul do continente americano.
*Com informações da CNN Brasil
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