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Bolsonaro solicita encontro com assessor de Trump na prisão e aguarda decisão de Moraes

Ex-presidente solicita ao STF autorização para receber assessor do governo Donald Trump enquanto cumpre pena em Brasília  |  Foto: Reprodução.

Publicado em 10/03/2026, às 18h38   Foto: Reprodução.   Bianca Novais

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber na prisão a visita de um assessor ligado ao governo do presidente estadunidense Donald Trump. A informação foi publicada pelo portal g1.

De acordo com o pedido apresentado à Justiça, Bolsonaro quer se encontrar com Darren Beattie, assessor sênior do governo dos Estados Unidos responsável por temas relacionados ao Brasil.

O encontro, no entanto, só pode ocorrer caso seja autorizado pelo ministro do STF, relator do processo que resultou na condenação do ex-presidente.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Regras para visitas

Bolsonaro está preso em uma unidade do complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecido como “Papudinha”. Ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado e outros crimes.

Como o caso tramita no Supremo Tribunal Federal, todas as visitas ao ex-presidente precisam de autorização prévia do ministro Alexandre de Moraes. Essa exigência faz parte das regras impostas pela Corte durante o cumprimento da pena.

Assessor ligado ao governo dos EUA

O visitante solicitado pela defesa é Darren Beattie, integrante do governo norte-americano e responsável por assuntos relacionados ao Brasil dentro da administração de Donald Trump.

O pedido encaminhado ao STF busca liberar a visita mesmo fora do cronograma regular previsto para encontros na prisão.

Segundo os documentos apresentados à Corte, a reunião depende exclusivamente da decisão de Moraes. Até que haja manifestação do ministro, não há previsão para a realização do encontro.

Condenação e contexto

A prisão de Bolsonaro ocorre após condenação no STF por participação em uma trama que investigou tentativas de impedir a transição de governo após as eleições presidenciais de 2022. O processo levou à pena de mais de 27 anos em regime inicial fechado.

Caso o pedido seja autorizado, a visita do assessor ligado ao governo dos EUA poderá ocorrer nas dependências da unidade prisional onde o ex-presidente está detido, seguindo as regras determinadas pela Justiça.

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