Política

"Muito arriscado", diz Nunes sobre liberação de mototáxis na cidade de SP

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A declaração foi feita durante um evento da agenda municipal do prefeito; Ricardo Nunes ainda ressaltou os riscos da liberação dos mototáxis  |   BNews SP - Divulgação Foto 1: Carolina Papa/BNews São Paulo/Foto 2: Bruno Peres/Agência Brasil
Amanda Ambrozio e Carolina Papa

por Amanda Ambrozio e Carolina Papa

Publicado em 27/07/2026, às 16h59



O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), voltou a defender a proibição do serviço de mototáxi por aplicativo na capital paulista durante evento realizado na tarde desta segunda-feira (27), no Edifício Matarazzo.

O BNews São Paulo acompanhou a declaração de Nunes, feita durante uma cerimônia do projeto Estudantes em Ação, promovido pela Controladoria Geral do Município (CGM-SP) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME).

O posicionamento ocorre poucos dias após a Justiça de São Paulo suspender, na última sexta-feira (24), a decisão que obrigava a Prefeitura a autorizar a operação do Uber Moto na cidade.

Com isso, a modalidade segue proibida na capital, e motoristas e plataformas continuam sujeitos à fiscalização e à aplicação de multas.

Foto: Carolina Papa/BNews São Paulo
Foto: Carolina Papa/BNews São Paulo

Nunes citou riscos e segurança viária

Durante o evento, Ricardo Nunes afirmou que a preocupação da administração municipal é preservar vidas e reduzir os riscos no trânsito.

Segundo ele, o transporte de passageiros em motocicletas amplia a vulnerabilidade dos usuários.

"Aqui em São Paulo é muito arriscado. Nós já temos um número muito alto de mortes no trânsito. Imagine colocar uma pessoa na garupa de uma motocicleta. Quando você coloca alguém na garupa, há menos estabilidade, aumentando o risco de acidentes", afirmou o prefeito.

Nunes também relacionou a decisão ao compromisso da gestão com políticas públicas voltadas à segurança da população e defendeu que a cidade continue priorizando ações que reduzam acidentes e fatalidades no trânsito.

Decisão mantém serviço suspenso

A nova decisão judicial foi assinada pelo desembargador Borelli Thomaz, que considerou que os possíveis prejuízos financeiros decorrentes do atraso na operação do serviço não se sobrepõem ao direito à vida e à segurança viária.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Município informou que, com a suspensão da decisão de primeira instância, ficam interrompidos tanto o credenciamento das empresas quanto a aplicação das determinações que obrigavam a Prefeitura a liberar o serviço até o julgamento definitivo do recurso.

De acordo com o g1, as plataformas de transporte, por outro lado, seguem contestando as regras municipais no Supremo Tribunal Federal (STF).

As empresas argumentam que as exigências impostas pela Prefeitura representam uma "proibição disfarçada de regulamentação", já que, desde a publicação do decreto municipal, nenhuma operadora conseguiu obter autorização para oferecer o serviço na capital paulista.

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