Política
Publicado em 08/09/2026, às 15h46 Foto: Pexels Amanda Ambrozio
Pessoas físicas e empresas ainda têm R$ 5,65 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8). O levantamento considera os valores disponíveis no Sistema de Valores a Receber (SVR) até julho.
Do total que ainda pode ser resgatado, R$ 4,25 bilhões pertencem a pessoas físicas, distribuídos entre 23,57 milhões de beneficiários. Outros R$ 1,40 bilhão são de empresas, que somam 2,19 milhões de pessoas jurídicas com recursos disponíveis, de acordo com o SBT News.
Desde o início do programa, o Banco Central já identificou R$ 21,80 bilhões em valores a receber. Desse montante, R$ 16,15 bilhões foram devolvidos aos beneficiários.
O saldo disponível, porém, aumentou em julho. Em junho, havia aproximadamente R$ 5,12 bilhões à espera de resgate. No mês seguinte, o valor chegou a R$ 5,65 bilhões.
Os bancos e outras instituições financeiras concentram a maior parcela dos recursos que ainda não foram retirados.
Segundo o Banco Central, R$ 2,38 bilhões estão em bancos. As administradoras de consórcios aparecem em seguida, com R$ 1,96 bilhão, enquanto as cooperativas concentram aproximadamente R$ 762,7 milhões.
Também há dinheiro disponível em instituições de pagamento, financeiras, corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários.
Apesar do montante bilionário, a maior parte dos valores individuais é baixa. O BC aponta que 69,45% dos registros por faixa de valor correspondem a quantias de até R$ 10.
Outros 18,97% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100. Já 9,35% correspondem a valores entre R$ 100,01 e R$ 1 mil. Apenas 2,22% dos registros possuem mais de R$ 1 mil.
O Banco Central alerta que uma mesma pessoa pode aparecer mais de uma vez na estatística caso tenha valores disponíveis em diferentes faixas.
A consulta pode ser feita gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Para verificar apenas se existe algum recurso disponível, não é necessário fazer login.
Pessoas físicas devem informar CPF e data de nascimento. Para empresas, é necessário fornecer CNPJ e data de abertura.
Caso o sistema indique que existem valores a receber, o beneficiário deverá acessar o SVR com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e manter a verificação em duas etapas ativada.
Depois do login, o sistema apresenta informações como:
valor disponível para resgate;
instituição responsável pela devolução;
origem do dinheiro;
informações de contato da instituição.
Quando o sistema apresentar a opção “Solicitar por aqui”, o beneficiário poderá pedir a devolução diretamente pelo SVR e indicar uma de suas chaves Pix.
Segundo o Banco Central, nesses casos o pagamento deve ser realizado pela instituição responsável em até 12 dias úteis.
Se essa opção não estiver disponível, o próprio sistema apresentará os canais de contato da instituição financeira. Nesse caso, o beneficiário deverá entrar em contato diretamente com a empresa para definir como o dinheiro será devolvido.
O procedimento de consulta e resgate é gratuito e o Banco Central não cobra nenhuma taxa para liberar os valores.
Quem consultar o sistema também deve ficar atento a tentativas de golpe. O Banco Central afirma que não envia links por e-mail, SMS, WhatsApp ou outros aplicativos de mensagens para tratar de valores esquecidos.
Por isso, o beneficiário não deve fornecer dados pessoais, senhas ou informações bancárias a terceiros que prometam liberar o dinheiro.
A consulta deve ser feita diretamente pelo sistema oficial do Banco Central. Da mesma forma, eventuais contatos com instituições financeiras devem utilizar os canais oficiais informados no próprio SVR.
Com R$ 5,65 bilhões ainda disponíveis, o Sistema de Valores a Receber continua permitindo que pessoas físicas e empresas recuperem recursos que estavam parados em instituições financeiras e que, muitas vezes, nem sabiam que poderiam retirar.
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