Política

Carla Zambelli deixa prisão após Corte negar pedido de extradição; entenda

A Suprema Corte de Cassação da Itália determinou que a ex-parlamentar permaneça no país, apontando inconsistências no pedido brasileiro  |  Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

Publicado em 23/05/2026, às 17h00   Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados   Amanda Ambrozio

A Suprema Corte da Itália anulou, na sexta-feira (22), a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil.

A ex-parlamentar é alvo de condenações judiciais relacionadas à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A medida foi confirmada pelo advogado Fabio Pagnozzi, que previu a soltura da cliente para o início da próxima semana: "Na segunda ou terça, Carla já deve estar sendo libertada."

A decisão repercutiu nas redes sociais, onde o senador Flávio Bolsonaro (PL) publicou uma mensagem no X comemorando a decisão. "Carla LIVRE!!!", disse.

Segundo a defesa, os magistrados italianos acolheram a tese de que Zambelli enfrenta uma "perseguição política e jurídica" em território brasileiro.

A Corte teria avaliado que as penas impostas foram elevadas diante de "provas insuficientes" e considerou que a ex-deputada correria "risco de vida" se fosse transferida para o sistema prisional brasileiro.

De acordo com o SBT News, Zambelli está detida em Roma desde julho de 2025, após ter renunciado ao seu mandato em dezembro do ano passado.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Críticas ao STF

O advogado Fabio Pagnozzi direcionou críticas à condução do processo no Brasil, classificando como fundamentais para a decisão italiana as ordens expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes para acelerar a extradição.

Para ele, as medidas foram antecipadas e sem fundamentos, interpretadas pelos ministros italianos como uma tentativa de pressão indevida antes da análise final da Corte local.

"Parecia que ele estava dando uma ordem expressa para que se acelerasse o processo", declarou Pagnozzi.

Permanência na Europa

Com a negativa de extradição, os advogados pretendem acionar formalmente a Interpol para remover o nome de Zambelli da "lista vermelha" de procurados internacionais.

O objetivo é garantir Zambelli possa circular livremente pela União Europeia.

"Ela vai viver na Itália até que a gente tenha uma mudança de governo no Brasil", afirmou o advogado, ressaltando que Zambelli pretende lançar livros ou projetos digitais para se manter financeiramente no exterior enquanto aguarda uma oportunidade política para retornar ao Brasil

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