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Crise na Marabraz envolve noivo de Marina Ruy Barbosa; entenda

Os atuais controladores da Marabraz alegam que a perda de controle da holding prejudicou o acesso a crédito e agravou a dívida  |  Foto: Reprodução Redes Sociais

Publicado em 22/08/2026, às 10h41   Foto: Reprodução Redes Sociais   Tatiana Ribeiro

O pedido de recuperação judicial da Marabraz, que acumula uma dívida de R$ 140 milhões, expõe uma longa disputa familiar envolvendo o controle do patrimônio dos fundadores da varejista.

Segundo o documento apresentado à Justiça, os atuais controladores da empresa afirmam que a dificuldade de acesso a crédito se agravou depois que perderam o controle de uma holding responsável pela administração dos imóveis da família.

Disputa entre familiares


A disputa envolve duas gerações da família Nasser, responsável pela criação da Marabraz, e se arrasta há anos nos tribunais. Um dos principais pontos de conflito é a LP Administradora de Bens, holding que reúne imóveis e outros patrimônios da família.

De acordo com os atuais controladores da varejista, os irmãos Nasser e Jamel Fares, filhos do fundador, a transferência das participações na holding para os descendentes teria sido uma operação simulada.

Segundo eles, a mudança teria ocorrido com o objetivo de proteger o patrimônio familiar de eventuais dívidas e problemas financeiros relacionados à Marabraz.

A disputa ganhou ainda mais repercussão quando um anel de noivado entregue por Abdul Fares à atriz Marina Ruy Barbosa foi citado em um dos processos como suposta evidência do padrão de gastos dos herdeiros.

A joia, cravejada de diamantes e adquirida em Dubai, é avaliada em cerca de US$ 1 milhão, o equivalente a aproximadamente R$ 6 milhões.

Na ação, os integrantes da geração mais velha da família afirmaram que Abdul e outros netos do fundador fariam “retiradas anuais milionárias” da estrutura patrimonial da família para manter um estilo de vida considerado luxuoso. O objetivo do processo era retirar Abdul e outros herdeiros do comando da LP Administradora de Bens.


Disputa pelo controle da holding


O conflito teve origem em meados de 2011, quando os filhos do fundador transferiram para seus próprios descendentes as participações que mantinham na holding.

Com a operação, o controle da LP Administradora de Bens passou para os netos, entre eles Abdul Fares, que posteriormente ficou conhecido também por seu relacionamento com Marina Ruy Barbosa.

Os filhos do fundador contestaram a transferência na Justiça. Para eles, a operação não teria ocorrido de forma legítima e teria sido estruturada para impedir que o patrimônio da família fosse alcançado por eventuais credores da Marabraz.

Tranferência de cotas teria sido irregular


Os herdeiros, por outro lado, sustentam que a transferência das cotas ocorreu de maneira regular e que a tentativa de anulá-la seria consequência das divergências entre os integrantes da família.

A defesa dos netos nega que a operação tenha sido criada com a finalidade de ocultar patrimônio ou prejudicar credores.

A disputa chegou a diferentes instâncias judiciais ao longo dos anos. Em setembro de 2025, uma decisão manteve os netos no controle da LP Administradora de Bens.

Na avaliação da Justiça, os filhos do fundador não poderiam buscar a anulação do negócio com base na alegação de que a transferência teria sido uma manobra destinada a afastar o patrimônio dos credores.


Impacto sobre a Marabraz


Segundo o pedido de recuperação judicial, a perda do acesso à holding teve consequências diretas para a varejista. Os controladores afirmam que os imóveis administrados pela LP eram importantes para a estrutura financeira da família e da empresa, inclusive como suporte para operações de crédito.

Com a disputa pelo controle dos ativos, a Marabraz teria enfrentado dificuldades para obter novos financiamentos e manter o fluxo necessário para suas operações. O cenário teria contribuído para o agravamento da situação financeira da empresa e para o acúmulo de uma dívida de R$ 140 milhões.

A recuperação judicial busca justamente reorganizar as obrigações financeiras da varejista e permitir a continuidade das atividades enquanto a empresa negocia uma forma de pagamento com seus credores.



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TagsHerdeirosMarina Ruy BarbosaRecuperação JudicialAbdul faresR$ 140 milhões

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