Polícia
por Amanda Ambrozio
Publicado em 17/08/2026, às 12h00
A rede varejista Lojas Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, envolvendo dívidas de aproximadamente R$ 140 milhões.
O pedido foi protocolado no último sábado (15) na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo, segundo o portal Metrópoles.
Apesar do processo, a empresa informou que continuará funcionando normalmente, com as lojas abertas. A recuperação judicial busca reorganizar as dívidas e permitir que a companhia mantenha suas atividades enquanto negocia com credores.
Segundo informações apresentadas pela própria empresa no pedido, a situação financeira foi agravada pela alta persistente dos juros e por disputas societárias e familiares.
Historicamente, a família responsável pela Marabraz recorria ao mercado financeiro para obter recursos destinados à expansão da rede e à manutenção das operações.
Com o aumento dos custos financeiros, porém, a empresa passou a enfrentar dificuldades para cumprir seus compromissos.
Em nota, a Marabraz afirmou que a recuperação judicial representa uma medida para preservar a continuidade dos negócios e reorganizar suas obrigações.
“A empresa permanece em operação, com lojas abertas, e reafirma seu compromisso com a transparência e com o cumprimento das etapas estabelecidas na legislação. O processo terá como prioridades a preservação de empregos e a manutenção das relações construídas ao longo de sua história com clientes, fornecedores e parceiros”, informou a companhia.
A história da Marabraz começou em 1952, quando o imigrante libanês Abdul Fares iniciou em São Paulo um negócio de artigos de cama, mesa e banho como mascate.
Duas décadas depois, em 1972, a família abriu a primeira loja física, chamada Credi-Fares. Após a morte de Abdul, em 1986, os filhos assumiram o comando do negócio e mudaram o nome da empresa para Marabraz.
A partir daí, a rede entrou em um período de expansão, com a abertura de novas unidades, aquisição de centros de distribuição e campanhas publicitárias com personalidades conhecidas.
Ao mesmo tempo em que crescia, a empresa passou a enfrentar conflitos entre os integrantes da família controladora.
Em 1995, Fábio Fares, um dos herdeiros, simulou sua saída da empresa durante um processo de divórcio. A situação evoluiu para uma disputa entre os irmãos e terminou com a saída definitiva de Fábio em 2005, seguida por anos de processos judiciais.
Os conflitos voltaram a se intensificar em 2019, quando integrantes da segunda geração da família também passaram a protagonizar disputas judiciais.
Mais recentemente, em 2024, acusações envolvendo Abdul e seu pai, Jamel Fares, expuseram novamente os conflitos internos e as dificuldades de governança da empresa.
Classificação Indicativa: Livre
Fone top
cinema em casa
Qualidade Razer
Lançamento
som poderoso