Política
Publicado em 16/07/2026, às 18h43 Foto: Reprodução/Vídeo Andrezza Souza
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenou o deputado federal Emídio de Souza (PT-SP) ao pagamento de R$ 10 mil por divulgar um vídeo nas redes sociais que utilizava inteligência artificial para retratar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o personagem Chucky, conhecido pela franquia de filmes de terror.
A decisão foi proferida pela juíza Domitila Manssur, que entendeu que o conteúdo extrapolou o uso de sátira e configurou propaganda eleitoral negativa.
Segundo a magistrada, o vídeo utilizou a imagem do governador para associá-lo a episódios de violência e insegurança, produzindo uma mensagem de caráter depreciativo durante o período eleitoral.
Antes da aplicação da multa, a Justiça Eleitoral já havia ordenado a remoção da publicação das redes sociais.
Na ocasião, o entendimento foi de que o material configurava propaganda eleitoral negativa e fazia uso irregular de inteligência artificial na produção do conteúdo.
O vídeo apresentava Tarcísio de Freitas caracterizado como Chucky durante uma coletiva de imprensa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao longo da gravação, o governador aparecia em cenas que faziam referência a diferentes episódios ocorridos no estado de São Paulo.
Entre eles estavam a explosão registrada em uma comunidade durante uma obra da Sabesp, notícias sobre ações de quadrilhas conhecidas como "quebra-vidros" e dados relacionados a casos de feminicídio. O material era encerrado com a frase: "Essa é a São Paulo de Tarcísio, um verdadeiro filme de terror".
Em nota, Emídio de Souza criticou a decisão judicial e informou que pretende recorrer.
Segundo o parlamentar, a ação representa uma tentativa de responder judicialmente a críticas de natureza política.
Até o momento, o recurso ainda será analisado pelas instâncias competentes.
A equipe da campanha à reeleição de Tarcísio de Freitas afirmou que as decisões da Justiça Eleitoral demonstram a existência de uma estratégia para disseminar ataques contra o governador durante o processo eleitoral.
Segundo a campanha, parte desses conteúdos utilizaria perfis anônimos, inteligência artificial e mecanismos de ampla divulgação nas redes sociais.
Ainda de acordo com a manifestação, a campanha defende que o debate eleitoral seja conduzido com base em propostas e em conformidade com a legislação, além de repudiar o uso de desinformação e de recursos considerados ilegais para fins de disputa política.
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