Política
Publicado em 08/05/2026, às 21h00 Foto: Unsplash Amanda Ambrozio
Dia 17 de maio é celebrado o Dia Mundial da Reciclagem, uma data dedicada a refletir sobre o impacto dos nossos resíduos no planeta.
No entanto, um novo estudo lançado pelo Instituto Recicleiros acende um alerta: o desejo de ser sustentável ainda não se traduziu em prática no cotidiano das famílias brasileiras.
A pesquisa “O Brasil que diz sim, mas não separa!” ouviu mais de 4.400 pessoas em diversas regiões, revela um paradoxo central: embora a maioria dos cidadãos afirme apoiar a causa ambiental, apenas uma pequena parcela separa resíduos de forma efetiva.
"Essa pesquisa revela que os desafios da reciclagem no Brasil não estão somente na infraestrutura, mas também no comportamento da população", explica a pesquisadora Mônica Alves.
O brasileiro vive um "hiato entre atitude e comportamento": embora 81% afirmem separar o lixo, os índices reais de reciclagem no país não passam de 8%.
Esse abismo ocorre porque as pessoas tendem a responder o que é socialmente aceitável, mas falham na execução prática por diversos motivos:
Barreiras Práticas: A falta de tempo (33%) é a maior justificativa, seguida pela percepção equivocada de que quem gera pouco lixo não precisa reciclar;
Desinformação Técnica: Muitos cidadãos não sabem como separar os materiais ou desconhecem os horários da coleta em suas ruas;
Fatores Culturais: A reciclagem ainda não é um hábito enraizado. A falta de costume e a pouca percepção do impacto social desestimulam a continuidade do processo;
Deficiência Estrutural: A infraestrutura é desigual e inconsistente. Enquanto o Sul e Sudeste são bem atendidos, o Norte do país possui apenas 33,5% de cobertura de coleta seletiva;
De acordo com a pesquisa, para superar os baixos índices de reciclagem, a conscientização genérica deve dar lugar à educação prática.
O foco precisa ser a simplificação: para quem alega falta de tempo ou espaço, a solução é a separação em apenas duas frações (seco e orgânico).
Além disso, a humanização da cadeia é fundamental. Dar rosto e voz aos catadores, cria um senso de responsabilidade social no cidadão.
Quando as pessoas entendem que seu descarte correto gera renda e dignidade para famílias reais, o engajamento deixa de ser uma obrigação moral e se torna uma ação de impacto comunitário.
Para saber mais e fazer a diferença no próximo dia 17, acesse a pesquisa completa aqui.
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