Política
Publicado em 24/09/2026, às 15h49 Foto: Reprodução / Agência Brasil Amanda Ambrozio
As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trabalham com a possibilidade de um segundo turno na eleição presidencial de 2026 e avaliam que a disputa permanece acirrada.
Segundo a CNN Brasil, as informações são baseadas em trackings eleitorais, levantamentos diários realizados internamente pelas campanhas para acompanhar as oscilações do eleitorado.
As duas equipes chegam a conclusões diferentes sobre a evolução dos candidatos, mas convergem em uma avaliação: o cenário de segundo turno permanece indefinido.
A nova rodada da pesquisa Palver, divulgada nesta quinta-feira (24), reforça o cenário de disputa apertada. Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador aparece com 48% das intenções de voto, contra 45% do presidente.
Como a margem de erro é de três pontos percentuais, o resultado configura empate técnico. Outros 6% afirmaram que votariam em branco, nulo ou não compareceriam às urnas, enquanto 1% se declarou indeciso.
O levantamento também testou outros adversários. Lula aparece numericamente à frente de Augusto Cury, por 44% a 36%; de Renan Santos, por 44% a 34%; de Ronaldo Caiado, por 44% a 42%; e de Romeu Zema, por 45% a 43%. Os cenários contra Caiado e Zema também estão dentro da margem de erro.
A pesquisa ouviu 5 mil eleitores entre 20 e 23 de setembro, por meio de recrutamento digital. O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE sob o protocolo BR-09587/2026.
Segundo informações sobre os trackings internos, a campanha de Lula avalia que o crescimento de Flávio Bolsonaro teria perdido força na reta final.
A equipe petista trabalha com a leitura de que Lula mantém liderança no primeiro turno e vantagem numérica em um eventual segundo turno. Essa é, porém, uma avaliação interna da própria campanha e não um resultado de pesquisa eleitoral independente.
Na campanha de Flávio Bolsonaro, a interpretação dos levantamentos internos é diferente. A equipe do senador identifica uma tendência de crescimento do candidato no primeiro turno e uma ligeira vantagem sobre Lula em um eventual segundo turno.
Segundo essa avaliação, contudo, a diferença permanece dentro da margem de erro, o que mantém o cenário considerado indefinido.
Os dois comitês também avaliam que candidatos que hoje aparecem fora da disputa principal podem perder espaço à medida que a eleição se aproxima, concentrando o voto entre os nomes mais competitivos.
Outro ponto de convergência entre as campanhas é a estratégia de explorar a rejeição ao adversário durante a reta final da disputa.
Segundo as informações sobre os trackings, os dois grupos pretendem utilizar principalmente o rádio para reforçar suas mensagens e tentar ampliar a resistência ao principal adversário.
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