Política

Eleições 2026: 18 governadores já estão fora da reeleição; saiba quais

Com regra que proíbe três mandatos seguidos de governadores, cenário força sucessões, abre disputa pelo Senado e pode até gerar eleição indireta  |  Foto: Divulgação/TSE.

Publicado em 08/02/2026, às 17h30   Foto: Divulgação/TSE.   Bianca Novais

As Eleições 2026 devem provocar uma das maiores renovações nos governos estaduais desde a redemocratização. Independentemente do resultado das urnas em outubro, o cenário já está parcialmente definido: 18 dos 27 governadores não poderão disputar um novo mandato, impedidos pela legislação eleitoral brasileira, segundo o g1.

Fim de ciclo nos estados

A Constituição não permite três mandatos consecutivos no Executivo. Com isso, governadores que completam oito anos no cargo precisam encerrar o ciclo e buscar novos caminhos políticos. A saída forçada muda o tabuleiro eleitoral e amplia a disputa por sucessão em grande parte do país.

Além de tentar emplacar sucessores, esses chefes de Executivo passam a olhar para outras posições estratégicas no cenário nacional.

Foto: Divulgação/TSE.

Presidência e Senado no radar

Entre os governadores impedidos de concorrer à reeleição, quatro já sinalizaram interesse em disputar a Presidência da República. Outros, ao menos seis, devem mirar o Senado, que em 2026 terá uma renovação expressiva: 54 das 81 cadeiras estarão em jogo.

Apesar das movimentações, ninguém é candidato oficialmente até o momento. O calendário eleitoral prevê que os partidos definam seus nomes nas convenções entre julho e agosto. O registro das candidaturas deve ser feito no Tribunal Superior Eleitoral até 15 de agosto, quando a campanha passa a ser permitida.

Regra da desincompatibilização

Para disputar cargos como presidente, senador ou deputado, governadores precisam renunciar ao mandato até abril, seis meses antes da eleição. A exigência, conhecida como desincompatibilização, busca evitar o uso da máquina pública como vantagem eleitoral.

Quando isso ocorre, o vice-governador assume o cargo e pode concorrer normalmente nas eleições de outubro.

O caso atípico do Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro vive uma situação singular. O governador Cláudio Castro não pode se reeleger e já deu sinais de que pretende disputar uma vaga no Senado. No entanto, o estado está sem vice desde que Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado.

Se Castro renunciar em abril, o Rio deverá realizar uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolher um governador-tampão até o fim do ano. O eleito, por sua vez, poderá concorrer normalmente nas eleições de outubro.

Quais governadores podem concorrer à reeleição?

Quais não podem?

Classificação Indicativa: Livre


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