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Política

Eleições 2026: Lula encerra campanha com ato na Avenida Paulista, em SP

Ato de Lula reúne apoiadores e aliados políticos; lápis levado por participantes faz referência a um míssil exibido por apoiadores de Bolsonaro  |  Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

Publicado em 24/10/2026, às 15h48 - Atualizado às 16h19   Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial   Amanda Ambrozio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, realiza neste sábado (24) o último ato de sua campanha presidencial de 2026 na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. A mobilização reúne apoiadores e lideranças políticas e tem início previsto para as 16h.

Por volta das 13h30, manifestantes já se concentravam em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A organização prevê que Lula passe pelo público em um carro aberto, sem realizar a caminhada inicialmente planejada. A mudança foi definida para evitar a circulação de pessoas pelas ruas do entorno.

O evento também conta com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), candidato à reeleição, e dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). Parlamentares, apoiadores e outras lideranças políticas também foram convidados.

Foto: Reprodução
Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial

Lápis gigante faz referência a ato de adversários

Apoiadores de Lula levaram um lápis inflável gigante para a manifestação. O objeto faz referência a um míssil levado por apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) à Avenida Paulista no dia 18 de outubro. Na ocasião, o artefato exibia uma frase em inglês pedindo que os Estados Unidos realizassem um ataque nuclear contra o Brasil.

A Avenida Paulista, com cerca de 2,8 quilômetros de extensão, é palco de grandes manifestações políticas em São Paulo, tanto de grupos de esquerda quanto de direita.

Em um ato realizado em 11 de outubro, apoiadores de Lula ocuparam trechos da via, do Paraíso à Consolação. Já no dia 18, cerca de 71,8 mil pessoas participaram de uma manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro, segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP, do Cebrap e da ONG More in Common.

Campanha solicita reforço na segurança

A organização do ato discutiu medidas de segurança com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o Metrô durante uma reunião realizada em 20 de outubro. As tratativas ocorreram após a divulgação de vídeos com registros de vandalismo.

Segundo o portal g1, o Metrô havia solicitado a instalação de tapumes para proteger as estações da Avenida Paulista. A estrutura chegou a ser montada, mas a empresa contratada informou à coordenação, na madrugada deste sábado, que o equipamento seria retirado.

Ainda de acordo com a organização, a justificativa foi que o próprio Metrô adotaria medidas para proteger o patrimônio. A campanha afirmou ter aceitado a decisão e manifestou expectativa de que a segurança seja garantida.

A coordenação também solicitou à Polícia Militar que os agentes utilizem câmeras corporais ligadas durante todo o evento e permaneçam identificados. O objetivo, segundo a campanha, é facilitar a identificação de pessoas que eventualmente pratiquem atos de vandalismo.

Transporte e dispersão do público

A campanha informou que enviou ofícios à Polícia Militar e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para garantir que o ato não prejudique o transporte das urnas eletrônicas. Até a manhã deste sábado, não havia recebido resposta da PM sobre os pedidos.

Advogados do partido estarão distribuídos em diferentes pontos da manifestação para atender a eventuais ocorrências. Os nomes dos profissionais e os locais de atuação foram informados às autoridades.

A dispersão dos participantes está prevista para a Praça do Ciclista, também na Avenida Paulista, com o objetivo de manter a circulação na região. A organização informou ainda que não será permitido o uso de drones durante o evento e que as imagens da mobilização serão disponibilizadas posteriormente.

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TagsSão PauloAvenida PaulistaManifestaçãoatoLuiz Inácio Lula da Silva

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