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Empresa ligada a Flávio Bolsonaro não é encontrada em endereço oficial

Consultoria investigada pela Polícia Federal funciona no mesmo endereço de outra empresa do mesmo proprietário, segundo apuração do Estadão  |  Foto: Reprodução/Vídeo

Publicado em 24/07/2026, às 22h40   Foto: Reprodução/Vídeo   Andrezza Souza

A empresa Copenhagen Consultoria, investigada pela Polícia Federal (PF) em apuração relacionada ao Banco Master, não foi encontrada no endereço registrado na Receita Federal, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A informação foi revelada em reportagem publicada nesta sexta-feira (24) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com o veículo, a consultoria está cadastrada na sala 47 de um centro comercial, mas o espaço é ocupado pela Contábil Corrêa, empresa pertencente ao mesmo proprietário da Copenhagen, o empresário Rogério Lourenço Novo. No local, não há placas ou qualquer identificação indicando o funcionamento da consultoria.

Local abriga outra empresa

Segundo a apuração do Estadão, os registros indicam que a Contábil Corrêa funcionaria na chamada "sala A" do conjunto 47, enquanto a Copenhagen estaria instalada na "sala B". No entanto, a reportagem afirma que não encontrou divisórias nem identificação que apontassem a existência de dois escritórios distintos.

Um funcionário informou ao jornal que o endereço corresponde à sede da Contábil Corrêa e disse que Rogério Lourenço Novo estava de férias.

Notas fiscais chamaram atenção da investigação

Foto: Reprodução/Vídeo

A Copenhagen aparece nas investigações após a emissão de R$ 1 milhão em notas fiscais pelo escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a consultoria. Os documentos, porém, foram cancelados posteriormente.

Além disso, documentos obtidos inicialmente pelo Metrópoles e confirmados pelo Estadão mostram que o escritório do parlamentar também emitiu uma cobrança de R$ 500 mil para a Contábil Corrêa, referente à prestação de serviços de assessoria jurídica.

Flávio Bolsonaro afirmou que realizou serviços advocatícios de forma legal e no âmbito da atividade privada. O senador, entretanto, não detalhou quais serviços foram prestados, como conheceu o empresário Rogério Lourenço Novo nem explicou o motivo do cancelamento das notas fiscais emitidas para a Copenhagen.

Empresa é alvo de apuração da PF

Segundo as investigações citadas pelo Estadão, a Copenhagen é suspeita de participação em um esquema de ocultação patrimonial. A empresa teria recebido R$ 58 milhões do Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Ainda de acordo com a reportagem, R$ 11,2 milhões desse montante teriam sido transferidos poucos dias após a abertura da consultoria, em novembro de 2024.

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TagsPolícia FederalBanco MasterFlávio bolsonaroCopenhagen Consultoria

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