Política
Publicado em 22/06/2026, às 11h32 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil e RS/Fotos Públicas Marcela Guimarães
O ex-presidente Jair Bolsonaro poderá voltar a ocupar a mesma cela em que ficou preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
A decisão fica sob responsabilidade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que decidirá se deve encerrar ou não a prisão domiciliar temporária humanitária concedida a Messias.
A medida completa os 90 dias estabelecidos pela decisão judicial, contados a partir da alta hospitalar de Bolsonaro após o período em que esteve internado.
A cela destinada a Bolsonaro fica no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e conta com área separada, quarto, banheiro e cozinha. O espaço é reservado para militares, ex-militares e presos considerados vulneráveis.
Segundo militares ouvidos pela CNN Brasil, a unidade foi mantida em condições de uso e permanece sendo higienizada regularmente, com troca e lavagem periódica das roupas de cama.
A reserva do local teria sido feita por precaução diante da possibilidade de retorno do ex-presidente ao sistema prisional.
Apesar da preservação da cela, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, chegou a ser alojado no mesmo espaço após sua chegada à Papudinha.
De acordo com a apuração, ele precisava permanecer em uma área isolada para receber advogados durante negociações relacionadas a uma possível delação premiada, já que as demais unidades disponíveis estavam ocupadas.
No mesmo complexo prisional, mas em alas separadas, também estão Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Ambos foram condenados no processo relacionado à chamada trama golpista e permanecem custodiados em unidades distintas dentro da Papudinha.
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