Política
Publicado em 29/04/2026, às 13h42 Foto: Divulgação/Agência SP Amanda Ambrozio
O Projeto de Lei 4177/2025 propõe extinguir o desconto de até 6% no salário do trabalhador para o custeio do vale-transporte, transferindo o custo integral para as empresas.
O PL está em análise na Câmara e ainda não possuí previsão de votação. Embora a medida traga alívio para o bolso do trabalhador, as empresas se preocupam com o aumento de custos e possíveis impactos em preços e contratações.
Atualmente, o valor do VT é dividido com quem trabalha. Se a medida for aprovada, quem ganha R$ 2.000, por exemplo, passaria a ter R$ 120 extras no orçamento mensal.
O alívio financeiro seria imediato, trazendo benefícios às classes de renda mais baixa.
Já para as empresas, a medida simboliza uma mudança na estrutura de custos. Caso entre em vigor, a tendência é que haja uma maior pressão nas folhas de pagamento, principalmente nos setores que exigem maior mão de obra, como o comércio e serviços.
Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) prevê uma alta de 1% a 2% nos encargos trabalhistas. Em cidades grandes, devido ao alto custo de deslocamento, as taxas podem chegar a níveis ainda maiores.
Para compensar os gastos, empresas podem repassar custos aos preços, reduzir o ritmo de contratações ou frear reajustes salariais, segundo a Gazeta de São Paulo.
O PL gera discussões acerca de uma reforma completa no financiamento da mobilidade urbana no Brasil.
O transporte compromete até 20% da renda nas capitais. A proposta pode até redistribuir o custo, mas não barateia o sistema de transporte em si.
A discussão impulsiona pautas como a Tarifa Zero e maior subsídio público, já adotados em mais de 170 municípios. No entanto, sem uma fonte de financiamento bem definida, qualquer mudança apenas a redistribuiria o custo entre trabalhadores, empresas e governo, deixando o problema estrutural.
O projeto oferece alívio imediato ao trabalhador, mas gera um dilema de sustentabilidade para as empresas.
Sem uma reforma no financiamento público do transporte, a medida corre o risco de estimular a informalidade ou a inflação de serviços.
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