Política
Publicado em 13/07/2026, às 10h35 Foto: Thomas Le/Reprodução Unsplash Gabriela Pessanha
O novo relatório da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra que os custos com alimentação e fornecimento de energia impulsionaram o custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo.
O índice Custo de Vida por Classe Social (CVCS), elaborado pela entidade, cresceu 0,57% em maio, o que representa um aumento de 0,44% ponto percentual em relação ao mês anterior.
No acumulado de 2026, a alta é de 3,12%.
"O resultado do mês revela uma inflação disseminada, deixando de ocorrer em grupos pontuais e sazonais. A pressão no segmento de habitação, combinada com a continuidade do encarecimento dos alimentos e os serviços de saúde em constante expansão, indica que o orçamento familiar na RMSP seguirá pressionado nos próximos meses, particularmente para os lares de menor renda", explica a entidade.
O setor de alimentos pressiona o orçamento familiar com maior custo em determinados produtos, como o feijão carioca (5%) e as carnes, que registraram aumento de até 3,2%.
Os gastos com alimentação fora de casa também cresceram 0,47%.
O grupo de habitação foi destaque nos gastos familiares com alta de 1,27%. Dentro desse segmento, a conta de energia elétrica aumentou 3,69%.
A análise da FecomercioSP definiu que a classe mais imapactada pelas altas foi a D.
Dentro desse grupo, os custos tiveram alta de 0,73%. Em seguida estão as classes E (0,64%) e C (0,58%).
Em residências com moradores de renda mais elevada, o avanço também se confirmou, porém de forma mais discreta. Foi 0,49% de alta na classe B e 0,44% na A.
No acumulado de 12 meses, a tendência se mantém. A classe D ainda é a mais prejudicada, com crescimento de 5,85%, e a A teve aumento de 4,94%.
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