Política
por Gabriela Pessanha
Publicado em 06/07/2026, às 19h00
A deputada federal Adriana Ventura (Novo) cobrou agilidade do Governo Federal em relação à atualização dos limites do Simples Nacional e comparou a tratativa da pauta ao trâmite realizado para o fim da escala 6x1.
Ao longo do seminário, a cobrança de um posicionamento mais assertivo do governo era geral, e partia inclusive de convidados da plateia que podiam fazer perguntas.
O economista, professor e ex-deputado federal, Marcos Cintra também comentou sobre erros da gestão na interpretação do Simples Nacional.
Segundo Cintra, existe um "equívoco conceitual e econômico" que pode acabar com o regime tributário.
Em entrevista ao BNews São Paulo, Adriana reforçou a cobrança e afirmou que o objetivo é que a atualização do Simples Nacional seja realizada até o final do ano.
Correram para aprovar uma pauta de jornada de trabalho, que a gente sabe que tem impacto direto no setor produtivo, penalizando ainda mais esse segmento, e tem que andar na mesma toada. Se correu com uma, tem que correr com outra.
Segundo ela, a expectativa é que o projeto do MEI, quando aprovado, contemple também toda tabela do Simples Nacional com apoio do Governo Federal e do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira.
A menção ao ministro faz referência à fala do mesmo durante a Semana S, que também foi promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP).
Na ocasião, Pereira afirmou que o empreendedorismo não era mais um tema apenas dos governos liberais e que a pauta também pertencia às gestões de centro e esquerda.
"A gente precisa transformar palavras em atos. Eu acho que o maior ato que pode ser feito para mostrar que realmente não é pauta de um lado ou de outro, que realmente é pauta da esquerda também, é atualizando a tabela do Simples Nacional", afirmou a deputada.
O vice-presidente da FecomercioSP, Márcio Olívio Fernandes da Costa, também comentou sobre uma defesa sistemática do Governo Federal de que a atualização do Simples Nacional traria prejuízos financeiros aos cofres públicos.
"Essa ótica é totalmente errada. Na verdade, a atualização do Simples é um direito constitucional. Nós deveríamos estar perguntando o contrário: o quanto as empresas já perderam pela não atualização do regime?", comentou.
Para ele, a atualização dos limites não é um favor ou privilégio concedido ao empreendedor.
Ao comentar a fala anterior do Ministro do Empreendedorismo, ele afirmou que o primeiro passo deveria ser acabar com a polarização política.
"Nós não temos o direito de enfraquecer a economia nacional, em detrimento inclusive do progresso que o país poderia ter, porque estamos com atividades polarizadas", disse.
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