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Política

Governador de São Paulo Tarcísio defende revisão de procedimentos da PM após mortes em ações recentes

Governador de SP prevê reunião com o comando da corporação para alterar protocolos de abordagem após episódios fatais na capital  |  Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Publicado em 16/10/2026, às 16h10   Foto: Divulgação/Governo de São Paulo   Marina do Val

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (16) que o treinamento e os protocolos da Polícia Militar (PM) do estado precisam ser revistos. 

A declaração ocorre após uma série de mortes envolvendo agentes em ocorrências recentes, incluindo casos de pessoas em suposto surto psicótico.

Segundo o governador, uma reunião com o comando da corporação será realizada para debater mudanças.

“A gente vai ter uma reunião com o comando da Polícia Militar para semana que vem revisar procedimento e treinamento para impedir que excessos aconteçam. […] A gente vê a necessidade, sim, de rever [o treinamento]”, declarou Tarcísio.

Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Casos recentes sob investigação

A manifestação do governador ocorre em meio à repercussão de ocorrências de forte impacto nas últimas semanas na capital paulista. 

No Parque São Domingos, na Zona Noroeste, Camila Pereira da Silva foi baleada e morta por um PM na última quinta-feira (15) após ser abordada portando uma faca, o que levou à prisão do policial envolvido. 

Em Moema, na Zona Sul, Gustavo Munis, de 20 anos, foi morto no dia 10 de outubro após ser atingido por 27 tiros quando os policiais dispararam dezenas de vezes contra o jovem ao confundirem um celular com uma arma, resultando no afastamento dos agentes. 

Já na Vila Dionísia, na Zona Norte, Antonio Nunes Batista também foi morto no dia 3 de outubro em uma ação policial que passou a ser apurada pelas autoridades, com os agentes envolvidos sendo igualmente afastados.

Tarcísio destacou que os episódios estão sendo monitorados de perto pelo governo e ressaltou a complexidade das ocorrências enfrentadas pelas forças de segurança.

“Tem situações em que você tem uma ameaça caracterizada, outras não. O policial está ali, tem que defender a sua própria vida também”, ponderou, acrescentando que o objetivo das mudanças nos treinamentos é buscar o equilíbrio entre a preservação da vida e a segurança dos próprios agentes.

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