Política
Publicado em 29/09/2026, às 16h00 Foto: Divulgação Amanda Ambrozio
No início desta semana, o Governo Federal intensificou o combate ao mercado ilegal de apostas e desativou 112 canais e grupos de bets no Telegram. Juntos, os espaços reuniam 964.722 integrantes.
A ação faz parte do monitoramento realizado pelo Ciberlab, laboratório de inteligência cibernética do Ministério da Justiça, em parceria com a Secretaria de Apostas do Ministério da Fazenda.
Em uma primeira ofensiva, foram atingidos canais que reuniam 212 mil pessoas. Na ação mais recente, outros 752.722 integrantes foram alcançados.
Além do Telegram, o governo também monitora outras plataformas e já determinou o bloqueio de 2.392 sites, 1.414 páginas no Facebook e 93 perfis no Instagram relacionados ao mercado ilegal de apostas.
O levantamento mostra a dimensão da atuação das plataformas digitais na divulgação de apostas. Somente os 112 canais e grupos desativados recentemente reuniam quase 1 milhão de pessoas.
O monitoramento é realizado pelo Ciberlab, que atua na identificação de plataformas e perfis associados ao mercado irregular. A estrutura trabalha em conjunto com a Secretaria de Apostas do Ministério da Fazenda para localizar e retirar do ar conteúdos relacionados às bets ilegais.
Além dos bloqueios já realizados, o governo mantém o acompanhamento de novas páginas, sites e perfis que possam surgir para substituir os canais removidos.
As ações ocorrem após o governo federal publicar uma Medida Provisória (MP) que determina o fim das bets no Brasil. O texto foi publicado na sexta-feira (25) e já está em vigor, de acordo com a CNN Brasil.
A MP, porém, ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. O Legislativo tem prazo de até 120 dias para avaliar a medida. Caso não seja aprovada dentro do período previsto, a MP perde a validade.
Além da medida provisória, o governo também encaminhou ao Congresso um Projeto de Lei (PL) com propostas para endurecer as regras contra o mercado ilegal de apostas.
Apesar de a MP já estar produzindo efeitos, a discussão no Congresso deve ficar para depois do segundo turno das eleições.
Até lá, o governo mantém as ações de monitoramento e bloqueio de plataformas consideradas irregulares. O objetivo é dificultar a atuação de empresas e grupos que continuam oferecendo ou divulgando apostas fora das regras estabelecidas pelas autoridades.
A ofensiva inclui redes sociais, sites e outros canais digitais utilizados para atrair usuários e divulgar serviços de apostas.
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