Política
Publicado em 05/08/2026, às 07h27 Foto: Divulgação Tatiana Ribeiro
O Governo de São Paulo afirmou que o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil decidiu manter a greve nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM mesmo após, segundo a administração estadual, as reivindicações relacionadas aos trabalhadores terem sido atendidas.
Diante da continuidade da paralisação, o Estado informou que ampliou, em conjunto com a CPTM e o Metrô, o plano de contingência para reduzir os impactos do segundo dia de greve.
De acordo com o governo, cerca de 1 milhão de passageiros foram afetados no primeiro dia da paralisação.
O movimento também provocou reflexos no trânsito da capital paulista, que registrou até 720 quilômetros de congestionamento no período da manhã, mesmo com a suspensão do rodízio municipal de veículos.
Para tentar minimizar os transtornos, o Metrô antecipou novamente a abertura das estações para as 4h e reforçou a operação da Linha 3-Vermelha com mais trens em circulação, manobras operacionais e aumento do efetivo nas estações com maior fluxo de passageiros.
A CPTM informou que mantém o plano de contingência, ajustando a oferta de trens de acordo com o número de empregados que comparecerem ao trabalho.
O Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) também foi ampliado.
Ao todo, 195 ônibus foram disponibilizados para atender os usuários das linhas afetadas: 95 veículos no trecho entre Guaianases e Estudantes, na Linha 11-Coral; 90 ônibus entre Calmon Viana e Engenheiro Goulart, na Linha 12-Safira; e outros 10 veículos entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart, na Linha 13-Jade.
O governo também acusou o sindicato de descumprir decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos durante a greve.
Segundo o Executivo, no primeiro dia de paralisação, menos de 3% dos 126 maquinistas escalados para o turno da manhã compareceram ao trabalho.
Em relação às reivindicações da categoria, o Estado voltou a negar que haja demissões decorrentes do processo de concessão das linhas da CPTM.
Conforme a administração paulista, dos 4.648 empregados existentes em junho de 2026, 2.171 permanecem lotados na Linha 10-Turquesa, enquanto os demais estariam incluídos em um plano de realocação para órgãos como Metrô, Artesp, Arsesp e outras unidades da administração estadual.
A operação ferroviária segue alterada nas linhas administradas pela CPTM. As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente.
Já a Linha 11-Coral funciona apenas entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases; a Linha 12-Safira circula entre Brás e Engenheiro Goulart; e a Linha 13-Jade opera entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart.
Em nota, o Governo de São Paulo afirmou que a continuidade da greve tem provocado prejuízos à população e classificou o movimento como de caráter político, ao alegar que o sindicato busca a reestatização de serviços concedidos à iniciativa privada.
O Executivo informou ainda que adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a continuidade do serviço, responsabilizar eventuais descumprimentos de decisões judiciais e garantir o direito de ir e vir da população.
Passageiros enfrentam filas e ônibus lotados no segundo dia de greve nos trens. Na manhã desta quarta-feira (5), muita gente enfrentou muitos transtornos para conseguir chegar em seus compromissos. Na estação Itaquera, as filas nas catracas do metrô estavam imensas no início no dia.
Segundo o Sindicato dos Ferroviários, o governo de São Paulo não garantiu por escrito a manutenção dos empregos dos ferroviários. Uma nova assembleia está prevista para esta quarta-feira (5).