Política
Publicado em 07/08/2026, às 21h35 Foto: Ney Matsumura/Parque Ibirapuera Andrezza Souza
O Governo de São Paulo confirmou, nesta sexta-feira (7), um caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, em uma ave silvestre encontrada no Parque Ibirapuera, na zona sul da capital. Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), o registro envolve um marreco da espécie irerê (Dendrocygna viduata) e não tem relação com granjas comerciais ou a cadeia de produção de alimentos.
A confirmação foi realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, após a atuação das equipes da Defesa Agropecuária, que isolaram a ave, realizaram exames clínicos e coletaram amostras para análise.
De acordo com a SAA, trata-se de um caso isolado em uma ave silvestre, o que não altera o status sanitário do Estado de São Paulo nem do Brasil perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A pasta também reforçou que não há impacto na produção avícola, nem restrições às exportações de carne de aves e ovos.
Como medida preventiva, a Defesa Agropecuária informou que realizará ações de vigilância epidemiológica no entorno do parque para identificar possíveis casos de mortalidade ou aves com sinais compatíveis com a doença. Também serão promovidas ações de orientação à população sobre os cuidados relacionados à influenza aviária.
Segundo o governo estadual, não existem estabelecimentos avícolas comerciais em um raio de 10 quilômetros do local onde a ave foi encontrada.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) acompanha o caso em conjunto com a Secretaria de Agricultura e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta informou que segue o Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025, além de monitorar as pessoas que tiveram contato com a ocorrência.
Até o momento, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos.
As autoridades também reforçam que o consumo de carne de aves e ovos continua seguro, desde que os alimentos sejam devidamente preparados, e destacam que a ocorrência em ave silvestre não representa risco para a cadeia produtiva do estado.
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