Política

Haddad afirma que motorista foi perseguido por viatura da PM após deixá-lo em casa

Haddad contou que o motorista foi acompanhado por uma viatura por cerca de 40 minutos  |  Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 12/08/2026, às 14h46   Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil   Bernardo Rego

O ex-ministro da Fazenda e candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad,  contou nesta quarta-feira (12), em conversa com a imprensa, a respeito de uma abordagem da Polícia Militar contra o seu motorista. O fato teria acontecido após motorista levá-lo em casa em um bairro da Zona Sul de São Paulo na noite de terça-feira (11). 

Segundo Haddad, o motorista percebeu a aproximação de uma viatura da PM momento em que os agentes começaram a dar sinal de luz sobre o veículo e, na sequência, acompanhado o carro por cerca de 40 minutos.

O motorista e o advogado, Hélio Silveira, ficaram assustados com situação e decidiram parar em um hotel onde poderia contar com câmeras de segurança. Ainda segundo Haddad, o motorista teria questionado o motivo da abordagem e ouviu: “vaza, vaza”.

Segundo o petista, o motorista ainda está abalado com o ocorrido. “Não foi uma abordagem padrão”, disse Haddad. Segundo ele, em uma abordagem convencional, os policiais solicitariam a parada do veículo, apresentariam a identificação e verificariam documentos. “Uma coisa é você pedir para o cara parar. [...] Mas não foi isso", narrou.

“Foi sempre parelhar o carro, você ficar colado no carro, você estacionar e não sair para pedir documento, se apresentar. Não foi normal”, acrescentou.

O petista pontou, entretanto, que não pretende fazer uma acusação contra os policiais sem que haja esclarecimentos sobre o episódio. “Eu estou pressupondo boa-fé. Pode ter sido uma abordagem por algum motivo, confundiram a placa do carro, estavam procurando um suspeito, qualquer coisa”, esclareceu

Segundo Haddad, o objetivo de comunicar o caso é obter esclarecimentos, já que a ação, pelo relato recebido, fugiu do procedimento que ele considera habitual.

“Eu não posso deixar de reportar o que aconteceu, porque é um cidadão como qualquer um de vocês que tem seus direitos e que não pode se sentir inseguro na sua cidade”, concluiu.

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