Política
Publicado em 02/04/2026, às 16h56 Foto: Freepik Marcela Guimarães
Idosos passaram a encontrar na legislação formas de como lidar com dívidas e evitar o comprometimento total da renda.
A mudança envolve a chamada Lei do Superendividamento, em vigor desde 2021, que trouxe novas garantias para consumidores em situação financeira delicada.
A lei não remove dívidas automaticamente, mas cria mecanismos para que o idoso consiga reorganizar suas finanças sem abrir mão das despesas essenciais.
A Lei 14.181/2021 atualizou o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto da Pessoa Idosa, com foco na prevenção e no tratamento do superendividamento.
Os principais avanços incluem a proteção do chamado mínimo existencial, uma parte da renda que deve ser preservada para gastos básicos, como alimentação, moradia, saúde e contas do dia a dia.
Na prática, isso impede que empréstimos, cartões de crédito e financiamentos consumam todo o orçamento do consumidor.
Outro ponto importante da legislação é o reforço do chamado crédito responsável. Instituições financeiras passaram a ter obrigação maior de transparência, devendo informar juros, prazos, encargos e riscos envolvidos nas operações.
Além disso, práticas consideradas abusivas, como pressão excessiva, assédio ou oferta agressiva de crédito, principalmente direcionadas a idosos, passaram a ser combatidas com mais rigor.
Quando as dívidas saem do controle, a lei permite que o consumidor busque uma renegociação mais justa com os credores.
É possível estabelecer um plano de pagamento que leve em conta a capacidade financeira do devedor, inclusive com a realização de audiências conciliatórias.
Esse processo pode envolver diferentes tipos de dívidas de consumo, como empréstimos pessoais, faturas de cartão de crédito, financiamentos e contas de serviços essenciais.
Por outro lado, algumas obrigações ficam fora desse modelo, como impostos, pensão alimentícia, crédito rural e financiamentos imobiliários.
Além das ferramentas previstas na lei, o idoso pode recorrer a diferentes canais para organizar sua situação financeira.
Alguns exemplos são os Procons, a plataforma consumidor.gov.br, o sistema Registrato, do Banco Central, além da possibilidade de portabilidade de crédito para buscar condições mais vantajosas.
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