Política
Publicado em 06/08/2026, às 09h16 Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros Tatiana Ribeiro
O incêndio de grandes proporções que atingiu uma indústria química em Itaquaquecetuba, na região metropolitana de São Paulo, foi totalmente controlado após cerca de 33 horas de trabalho ininterrupto do Corpo de Bombeiros.
As chamas tiveram início por volta das 15h20 de terça-feira (4) e só foram extintas à 0h10 desta quinta-feira (6), após uma operação considerada de alta complexidade pela corporação.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a ocorrência mobilizou uma grande força-tarefa, com 95 militares e 33 viaturas atuando no combate ao fogo.
Apesar da intensidade do incêndio e do elevado risco provocado pelos materiais armazenados na fábrica, não houve registro de vítimas.
As causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão investigadas por meio de perícia técnica.
A análise deverá apontar onde o fogo começou e se houve falhas estruturais, operacionais ou outros fatores que contribuíram para a propagação das chamas.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a empresa possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que certifica que a edificação atendia às exigências de segurança contra incêndios e situações de pânico no momento da última vistoria realizada pela corporação.
Imagens registradas por moradores e compartilhadas nas redes sociais mostram o incêndio consumindo parte da estrutura da indústria, enquanto uma densa coluna de fumaça preta podia ser vista a quilômetros de distância.
O fogo gerou preocupação entre moradores da região e exigiu um intenso trabalho das equipes para evitar que as chamas atingissem outras áreas da empresa.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a complexidade da ocorrência foi agravada pela grande quantidade de produtos inflamáveis armazenados no local.
A indústria mantinha aproximadamente 2 milhões de litros de líquidos inflamáveis, distribuídos entre tanques de grande porte e recipientes industriais, o que aumentou significativamente o risco de explosões e dificultou o combate às chamas.
Entre os produtos armazenados estavam substâncias como tolueno, hexano, álcool etílico, acetato de etila, acetato de butila e diferentes tipos de resinas, todos amplamente utilizados como solventes em processos industriais.
A planta contava com 24 tanques com capacidade para 30 mil litros cada, outros seis tanques de 5 mil litros e mais de uma centena de recipientes do tipo IBC (Intermediate Bulk Container), empregados no armazenamento e transporte de produtos químicos.
Por conta da natureza altamente inflamável dos materiais, os bombeiros adotaram estratégias específicas para conter o incêndio, resfriando as estruturas e impedindo que o fogo alcançasse outros reservatórios de produtos químicos, o que poderia provocar novos focos e explosões.
Com a extinção completa das chamas, o local foi isolado para a realização da perícia. As investigações agora buscam esclarecer a origem do incêndio e avaliar a extensão dos danos causados à indústria.
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