Política
Publicado em 14/08/2026, às 23h15 Foto: Reprodução/Vídeo/Governo de São Paulo Andrezza Souza
A investigação preliminar aberta pela Polícia Militar para apurar o relato de uma suposta abordagem ao motorista do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad não identificou, até o momento, indícios de abordagem ou procedimento irregular. A informação consta em nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta sexta-feira (14).
De acordo com a SSP, mais de 30 novas câmeras privadas foram analisadas nesta sexta, além das 40 verificadas anteriormente. Com isso, a investigação já avaliou imagens de cerca de 70 equipamentos instalados em residências e estabelecimentos comerciais ao longo do percurso informado pelo motorista.
Uma das novas gravações mostra o veículo chegando à Rua Joinville, na Vila Mariana, às 21h58. Às 22h24, uma viatura da Polícia Militar passa pelo local e segue sem parar. As imagens não mostram desembarque dos policiais nem contato com o motorista.
Dois minutos depois, às 22h26, o veículo deixa a região. Segundo a SSP, a gravação não registra abordagem, acompanhamento ou perseguição policial ao carro. A pasta também informou que a viatura identificada nas imagens é diferente daquela que aparece fazendo patrulhamento na região onde Haddad reside.
O caso veio a público na quarta-feira (12), quando Haddad relatou que seu motorista teria sido seguido por uma viatura da Polícia Militar após deixá-lo em sua residência, na Zona Sul de São Paulo, na noite anterior.
Segundo o candidato, o motorista teria percebido a aproximação da viatura, que teria dado sinais de luz e acompanhado o veículo por cerca de 40 minutos. O motorista e o advogado Hélio Silveira teriam decidido parar em um hotel por considerarem que o local contava com câmeras de segurança.
Haddad afirmou ainda que o motorista teria questionado os policiais sobre o motivo da ação e ouvido a expressão “vaza, vaza”. O candidato, porém, disse que não pretendia fazer uma acusação contra os agentes antes de obter esclarecimentos sobre o episódio.
Após o relato, a SSP determinou que fossem identificadas as equipes policiais que estiveram ou passaram pela região no período informado. A pasta também informou que o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, entrou em contato com Haddad para obter informações complementares sobre o trajeto e a situação relatada.
Na primeira etapa da apuração, cerca de 40 câmeras foram analisadas. Segundo a SSP, os registros não haviam identificado indícios de abordagem ou procedimento irregular, e os percursos das viaturas foram conferidos por meio do sistema de geolocalização dos veículos.
Durante as diligências, houve também uma mudança no ponto indicado pelo motorista. Inicialmente, ele havia informado que teria parado no Hotel Pullman durante o episódio. As imagens analisadas mostraram o veículo apenas passando em frente ao estabelecimento, sem entrar.
Depois, o motorista foi novamente procurado e indicou outro ponto próximo como o local onde teria parado e ocorrido a suposta aproximação dos policiais. A partir dessa informação, a investigação localizou as novas imagens da Rua Joinville.
Até o momento, conforme a SSP, as diligências não identificaram interação das equipes policiais com Haddad, o motorista ou integrantes da equipe do candidato. A apuração continua para esclarecer as circunstâncias do episódio.
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