Política
Publicado em 30/10/2026, às 10h30 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Cerimônia sobre medidas para MEIs - Foto: Ricardo Stuckert Vinicius Brito
Na primeira semana após a vitória nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividiu a agenda entre momentos de descanso, após a intensa campanha eleitoral, e conversas reservadas com aliados sobre a reorganização do governo para o quarto mandato.
Na segunda-feira (26), Lula também dedicou parte do dia a telefonemas com líderes internacionais que o parabenizaram pela reeleição.
Ainda na segunda-feira (26), Lula recebeu no Palácio da Alvorada os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP). Durante o encontro, o presidente assegurou o apoio do governo às candidaturas de ambos à reeleição no comando das respectivas Casas do Congresso Nacional.
Parte das conversas realizadas na primeira semana após as eleições foi dedicada à articulação política com o Congresso Nacional. Diante de uma maioria conservadora no Legislativo, o governo busca estratégias para garantir condições de governabilidade no quarto mandato de Lula.
Na terça-feira (27), o presidente teve seu único compromisso público da semana. Lula participou de uma comemoração antecipada de seu aniversário de 81 anos, na residência oficial da Presidência. Durante o encontro, cumprimentou apoiadores e criticou a ida de Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos.
Na quinta-feira (29), Lula se reuniu com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Considerado pelo presidente um dos principais responsáveis por sua virada eleitoral, o parlamentar deverá participar da reformulação da comunicação do governo federal, independentemente de assumir ou não um cargo na administração.
O petista terá o desafio de conciliar diferentes interesses na composição da Esplanada. A intenção é abrir espaço para integrantes da campanha que tiveram papel de destaque na virada do segundo turno, mas também contemplar aliados que permaneceram no governo e não disputaram as eleições a pedido do presidente, mesmo após terem sido derrotados nas urnas.