Política
Publicado em 17/09/2026, às 22h50 Foto: Reprodução/Vídeo Andrezza Souza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (17) a oferta gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de medicamentos em formato de caneta usados no tratamento da obesidade.
A fala ocorreu durante uma visita ao novo complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG). Lula não informou qual medicamento seria oferecido, quais pacientes teriam acesso ao tratamento ou quando a medida poderia começar.
O presidente afirmou que a utilização deve ter acompanhamento médico. Também citou mudanças na alimentação e a prática de exercícios físicos como parte do tratamento contra a obesidade.
Lula pediu ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que converse com médicos sobre a utilização dos medicamentos.
O presidente também se posicionou contra uma distribuição sem avaliação profissional. Na avaliação apresentada por ele, cada paciente deve passar por análise médica antes de receber o remédio.
Durante o discurso, Lula ainda defendeu a atuação do SUS na compra de medicamentos e a ampliação da produção nacional.
Não foram divulgados, até o momento, os critérios para definir quem poderá receber as chamadas canetas emagrecedoras na rede pública. Também não há prazo informado para o início da oferta.
A fala sobre os medicamentos ocorreu no mesmo dia em que o governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no Bolsa Família.
Com a mudança, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691. O valor médio pago às famílias sobe de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a valer em outubro.
O reajuste foi oficializado por decreto assinado por Lula. O cálculo considera a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
O governo estima impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. Para 2027, a projeção é de R$ 22,7 bilhões.
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