Política
Publicado em 26/05/2026, às 21h12 Foto: Magnific Andrezza Souza
O Governo de São Paulo já destinou mais de R$ 21,4 milhões ao programa de auxílio-aluguel criado para mulheres vítimas de violência doméstica. Desde fevereiro de 2025, quando a iniciativa começou a funcionar, 7.565 mulheres passaram a receber o benefício em diferentes cidades paulistas.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo e já alcançou 591 municípios, ampliando a rede de proteção para mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Segundo os dados divulgados pelo governo estadual, o crescimento da procura pelo benefício também elevou os investimentos realizados ao longo do último ano. Somente em abril deste ano, os repasses chegaram a cerca de R$ 2,5 milhões, valor muito superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O programa oferece pagamentos mensais de R$ 500 durante seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período em determinadas situações. O objetivo é garantir condições mínimas para que mulheres consigam deixar o ambiente de violência, encontrar moradia temporária e reorganizar a vida longe dos agressores.
O auxílio é destinado a mulheres que possuem medida protetiva expedida pela Justiça, vivem no estado de São Paulo e se encontram em situação de vulnerabilidade econômica. Outro requisito é ter renda familiar de até dois salários mínimos antes da separação do agressor.
O cadastramento é realizado por equipes da assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é depositado por meio de conta social vinculada ao Banco do Brasil.
Além da ajuda financeira, o programa também conecta as beneficiárias à rede pública de acolhimento e acompanhamento social. Mulheres atendidas podem receber orientação jurídica, suporte psicológico e encaminhamento para serviços de proteção.
Segundo o governo paulista, a proposta é oferecer condições concretas para que vítimas de violência consigam romper ciclos de agressão sem depender financeiramente dos agressores.
As mulheres que precisam de ajuda podem procurar atendimento em unidades como Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), Delegacias de Defesa da Mulher, unidades de saúde, Defensoria Pública e outros órgãos ligados à rede de proteção.
O governo estadual afirma que a ampliação do programa reforça a importância da atuação conjunta entre assistência social, segurança pública, saúde e sistema de Justiça no enfrentamento à violência doméstica.
Maus-tratos a animais terão multas de até R$ 50 mil em SP após nova regra
Flávio Bolsonaro divulga encontro com Donald Trump na Casa Branca
Anvisa aprova novo tratamento contínuo para pacientes com Parkinson avançado