Política
Publicado em 08/10/2026, às 21h52 Foto: Reprodução/Instagram Marcela Guimarães
A deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP), que recebeu 1,9 milhão de votos e foi a mais votada de São Paulo, afirmou que tem sido alvo de ataques da esquerda após ganhar projeção nacional.
Conhecida pelo discurso contrário ao feminismo, ela declarou que seus adversários políticos tentam enfraquecê-la com informações falsas.
“Eles percebem que a derrota finalmente ‘tá batendo à porta. E o que eles estão tentando fazer é minar com narrativas mentirosas”, disse a parlamentar de 23 anos em entrevista à Folha de S.Paulo.
Nos últimos dias, a deputada federal Sônia Guajajara (PSOL-SP) e a psicóloga e ativista Sofia Favero (PSOL-SP), eleita deputada estadual, acionaram o Ministério Público por declarações de Campopiano consideradas racistas e transfóbicas.
Apesar de se apresentar como “inimiga das feministas”, Campopiano negou ser contrária ao direito das mulheres de votar. Segundo ela, sua crítica é direcionada à associação da conquista do sufrágio feminino exclusivamente ao movimento feminista.
Eu não sou contra, até porque eu voto desde muito nova, mas acho injusto que um movimento político-ideológico sequestre essa pauta”, afirmou ela.
A deputada de direita argumentou que homens e mulheres de diferentes movimentos participaram da luta pelo voto universal no Brasil. Ela também atribuiu ao governo de Getúlio Vargas um papel decisivo na implementação do voto feminino no país.
Natural de Campinas, no interior paulista, e vereadora em Praia Grande, Campopiano ganhou visibilidade nas redes sociais e começou a trajetória profissional aos 19 anos, como comentarista da Rádio Jovem Pan.
A mudança de aparência, que incluiu a adoção de cabelos mais curtos e o abandono dos fios coloridos, foi motivada, segundo ela, por transformações pessoais, e não por uma tentativa de conquistar o eleitorado evangélico.
A parlamentar afirma ser católica e diz manter relações próximas com integrantes de diferentes comunidades cristãs.
Ela contou que se aproximou mais da Igreja Católica há cerca de dois anos, ao lado do noivo, Kauã Rosemberg, de 21 anos, e que a conversão influenciou diferentes aspectos de sua vida. O casal já tem casamento católico marcado em uma paróquia de Santos.
A deputada também confirmou que não recebeu vacina contra a Covid-19, justificando a decisão pelo medo de agulhas e pelas dúvidas que, segundo sua avaliação, existiam na época sobre a segurança dos imunizantes.
Campopiano afirmou que considera a vacinação uma questão de autonomia individual e defendeu que cada pessoa pudesse decidir se receberia ou não o imunizante. Ao mesmo tempo, declarou ter tomado as demais vacinas previstas ao longo da infância e da adolescência.
A parlamentar disse que, por sair pouco de casa, considerou que não precisava se vacinar contra a Covid-19. O vírus deixou mais de 716 mil mortos no país, de acordo com o Painel Coronavírus Brasil do Ministério da Saúde.
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