Política
Publicado em 14/01/2026, às 13h59 Foto: Reprodução/ Instagram Nathalia Quiereguini
A possível execução de Erfan Soltani, de 26 anos, voltou a atrair atenção internacional para a repressão do governo iraniano aos protestos que desafiam o regime dos aiatolás.
O jovem foi detido por suposta ligação com manifestações na cidade de Karaj, onde vivia, e teve a sentença de morte comunicada à família poucos dias após a prisão.
Erfan Soltani trabalhava no setor de vestuário e havia iniciado recentemente atividades em uma empresa privada da área, de acordo com a CNN Brasil.
Pessoas próximas o descrevem como alguém dedicado ao trabalho e interessado em moda.
Não há registros de envolvimento político público antes da recente onda de protestos no país.
Segundo organizações de direitos humanos, Soltani foi preso dentro da própria casa por agentes de segurança.
A detenção ocorreu em meio às manifestações que se espalharam por diferentes cidades iranianas, impulsionadas por insatisfação social, econômica e política. Desde então, o jovem permanece sob custódia das autoridades.
Após a prisão, Soltani não teve acesso a advogado nem participou de audiência judicial formal.
O processo que resultou na condenação à morte foi descrito como rápido e sem garantias legais. A família foi informada de que a sentença é definitiva e que não há possibilidade de recurso.
Relatos indicam que os familiares estão sob forte pressão desde a detenção. Poucos dias depois, receberam autorização para uma breve visita de despedida, com duração aproximada de dez minutos, antes da execução prevista.
A irmã de Soltani, que é advogada, tentou acessar o processo por vias legais, mas foi impedida de obter informações oficiais.
O caso ocorre em um contexto de repressão ampliada no Irã. Organizações independentes afirmam que mais de 2.400 manifestantes foram mortos desde o início dos protestos, enquanto mais de 18 mil pessoas foram detidas.
A iminente execução elevou a pressão internacional, com críticas ao uso da pena de morte contra manifestantes.
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