Política
Publicado em 16/05/2026, às 06h00 Gabriela Pessanha
Durante o debate 'Liberdade para Empreender', realizado nesta sexta-feira (15), o pesquisador associado do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Marcos Mendes explicou que o "MEI precisa ser repensado".
O evento aconteceu na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (FecomercioSP).
A fala ocorreu em meio a críticas sobre o uso irregular do formato destinado aos Microempreendedores Individuais.
"A contribuição para aposentadoria de uma pessoa obtida via MEI não cobre 5% do que ela irá receber", ele comenta.
Para Mendes, a função do MEI é atender aos muito pobres, por isso ele precisa ser revisto e ajustado para se tornar mais sustentável.
O MEI está canibalizando o sistema tradicional de previdência.
Ao falar sobre uma possível reforma, o Ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, comentou que algumas situações precisam de análise minuciosa.
"Tem coisas a serem salvas nesses modelos, mas também detalhes para corrigir", diz.
Para o professor de Políticas Públicas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV), André Portela rever as ações de proteção social é uma tarefa que deve estar na agenda.
Geralmente os países escolhem entre dois modelos: o seguro desemprego ou o algo semelhante ao nosso FGTS. Nós temos os dois.
Portela cita em sua fala, como exemplo, as medidas de proteção ao trabalhador em situações de demissão.
O professor explica que a organização dessa pasta não deve ser superficial, mas sim uma reestruturação e alinhamento de todo o sistema.
Ele comenta que esses reajustes ajudariam na "mistura de modelos" que o Brasil aplica atualmente e que muitas vezes envolve a combinação de técnicas utilizadas em diferentes países, como no caso do apoio aos cidadãos desempregados que foi citado acima.
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