Política
Publicado em 26/05/2026, às 20h48 Foto: Magnific Andrezza Souza
O Governo de São Paulo publicou uma nova regulamentação que aumenta o rigor das punições aplicadas em casos de violência contra animais. A medida estabelece multas que podem chegar a R$ 50 mil por animal em situações consideradas mais graves.
As mudanças foram anunciadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e atingem casos de maus-tratos envolvendo animais domésticos, silvestres, exóticos e espécies nativas.
A atualização também endurece penalidades para abandono, mutilação, negligência e reincidência em infrações ambientais ligadas ao bem-estar animal.
Pela nova norma, o valor das multas passará a considerar diferentes fatores ligados à infração, como intensidade do sofrimento causado, gravidade do dano e conduta do responsável.
Situações em que o animal esteja debilitado, sem possibilidade de defesa ou submetido a condições de abandono poderão resultar em penalidades mais elevadas.
O texto também prevê aumento das punições em ocorrências envolvendo métodos considerados cruéis, obtenção de lucro com práticas ilegais e divulgação das agressões em plataformas digitais e redes sociais.
Infrações que envolvam espécies ameaçadas de extinção ou participação de menores de idade também poderão ter agravamento nas sanções.
Além das mudanças relacionadas aos maus-tratos, a resolução altera critérios dos acordos ambientais utilizados para regularização de infrações.
O governo manterá a possibilidade de redução de multas para infratores que aderirem aos Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental, mas os descontos serão maiores para quem buscar regularização logo no início do processo.
A nova regulamentação também determina que o benefício poderá ser cancelado caso as obrigações previstas nos acordos deixem de ser cumpridas por mais de 90 dias.
Nessas situações, o responsável poderá perder os abatimentos concedidos e voltar a responder pelo valor integral da multa.
Segundo o governo paulista, as mudanças buscam fortalecer os mecanismos de responsabilização ambiental e ampliar a proteção aos animais no estado.
A expectativa é que as novas regras também incentivem acordos de recuperação ambiental e reduzam a reincidência em casos de violência contra animais.
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