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Política

Ministro do TSE decide que canal Exército do Lula não pode ser suspenso novamente

Campanha do PT apresentou mandado de segurança preventivo no TSE para evitar novas suspensões do canal feito pelo deputado André Janones  |  Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Publicado em 23/10/2026, às 16h01   Rafa Neddermeyer/Agência Brasil   Bernardo Rego

Uma decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lulanão pode ser mais suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, a decisão a respeito de uma eventual suspensão cabe exclusivamente ao plenário do TSE.

"A partir do momento em que afetada a matéria ao colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", disse Floriano.

O ministro tomou a medida após a campanha de Lula apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE. Em decisão proferida na quinta-feira (22) o presidente Kassio Nunes Marques atendeu ao pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal possui quase 9,6 milhões de inscritos.

Floriano Marques explicou na decisão que a intenção de Flávio é suspender as atividades do canal, embora o pedido não seja expresso na petição em que solicitou o pente-fino. Segundo o ministro, o presidente do TSE não pode determinar a eventual suspensão do canal ao analisar administrativamente se o acordo de integridade do processo eleitoral está sendo cumprido. As regras foram assinadas pelas plataformas que operam as redes sociais.

"Não há espaço interpretativo para que a atuação administrativa de fiscalização do plano de conformidade resulte em sanções diretas a candidatos, partidos e coligação – e muito menos a pessoas naturais não participantes do pleito", pontuou.

Relembra o caso

No dia 11 de outubro, Kassio Nunes Marques também atendeu à campanha de Flávio e mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Kassio e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

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TagsEleiçõesSuspensãoDecisãoTseSegundo turnoCanalExército do lula

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