Política
Publicado em 28/04/2026, às 13h18 Foto: Divulgação/Universidade de São Paulo (USP) Marcela Guimarães
A Universidade de São Paulo (USP) anunciou que passará a adotar cotas para pessoas com deficiência (PcD) a partir do vestibular de 2028, aumentando as políticas de inclusão no ensino superior.
A decisão segue uma lei estadual promulgada em 8 de julho de 2025, que determina a reserva de vagas para PcDs em instituições públicas como USP, Unicamp, Unesp, além de Etecs e Fatecs.
Pela legislação, o percentual mínimo de vagas deve acompanhar a proporção de pessoas com deficiência na população paulista, conforme o último censo do IBGE.
De acordo com o Censo de 2022, cerca de 6,3% da população do estado de São Paulo possui algum tipo de deficiência. Essa será, portanto, a porcentagem mínima a ser reservada pela universidade.
Caso as vagas destinadas não sejam totalmente preenchidas dentro dos critérios estabelecidos, elas poderão ser redistribuídas para outros candidatos.
Para estruturar a novidade, a USP criou um grupo de trabalho com representantes de diferentes áreas da universidade, incluindo Pró-Reitoria de Graduação, Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, coletivos de PcDs e especialistas.
Esse grupo terá um prazo de 120 dias para analisar a legislação, definir critérios e elaborar uma proposta oficial.
Após a elaboração, o texto será avaliado por órgãos internos da universidade, como as câmaras ligadas à graduação e às políticas de inclusão.
Em seguida, a proposta ainda passará pelos conselhos responsáveis e, se aprovada, será encaminhada ao Conselho Universitário, instância máxima da USP.
A expectativa é que toda a tramitação seja concluída até o primeiro semestre de 2027, permitindo que as novas regras entrem em vigor no vestibular de 2028.
SP: reprovação recorde na educação expõe descaso e pressiona Tarcísio
Violência em Moema: arrastão em restaurante termina com agressão e pânico