Política
Publicado em 06/02/2026, às 08h00 Foto: Divulgação Érica Sena
A farmacêutica Novo Nordisk protocolou na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) um pedido de autorização para comercializar no Brasil a versão em comprimidos do Wegovy, medicamento indicado para o tratamento da obesidade.
Segundo a empresa, a solicitação foi apresentada no dia 30 de janeiro, mas ainda não houve manifestação oficial da agência reguladora brasileira sobre o andamento do processo, como citado pelo G1.
O Wegovy é conhecido por utilizar como princípio ativo a semaglutida, substância que vem ganhando destaque no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Atualmente, o medicamento é comercializado no Brasil apenas na forma injetável.
A semaglutida é um agonista do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo intestino após a alimentação. Sua função é enviar sinais ao cérebro relacionados à saciedade, contribuindo para a redução do apetite. Além disso, a substância retarda o esvaziamento do estômago e estimula a liberação de insulina, favorecendo o controle da glicose no sangue.
Esses mecanismos combinados ajudam na perda de peso e no controle metabólico, o que fez do Wegovy uma das principais apostas da indústria farmacêutica no combate à obesidade, condição que afeta milhões de brasileiros.
A versão oral do Wegovy foi aprovada no início de janeiro pela Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, tornando-se o primeiro medicamento à base de GLP-1 em comprimidos autorizado para o tratamento da obesidade no país.
No mercado norte-americano, a Novo Nordisk lançou inicialmente as doses de 1,5 mg e 4 mg, com preço mensal de US$ 149 para pacientes sem cobertura de planos de saúde.
As doses mais altas, de 9 mg e 25 mg, têm custo de US$ 299 por mês. A empresa também anunciou que a dose de 4 mg sofrerá reajuste e passará a custar US$ 199 a partir de abril.
Ainda não há previsão para a conclusão da análise da Anvisa, nem informações sobre preço ou cronograma de lançamento no mercado brasileiro. A autorização depende de avaliações técnicas e regulatórias, que podem levar meses.
A possível chegada do Wegovy em comprimidos ao Brasil é vista como um avanço no acesso ao tratamento da obesidade, especialmente para pacientes que têm resistência ao uso de medicamentos injetáveis.
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