Política
Publicado em 23/06/2026, às 14h52 Foto: Divulgação/Governo de São Paulo Marcela Guimarães
Moradores da comunidade Portelinha, no Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo, começaram a receber obras de infraestrutura que prometem transformar a rotina da região.
Desde janeiro, estão sendo implantadas redes de água tratada e coleta de esgoto que devem beneficiar cerca de 3.500 pessoas.
As intervenções contam com investimento de R$ 6 milhões e têm previsão de conclusão até outubro de 2026. A expectativa é que os moradores passem a ter acesso regular aos serviços básicos de saneamento.
A chegada das obras foi possível após mudanças nas regras de atendimento da Sabesp, implementadas depois da desestatização da companhia.
Antes, a expansão das redes era restrita a bairros regularizados ou em processo formal de regularização fundiária.
Com o novo modelo, áreas consideradas informais e ocupações vulneráveis passaram a ser incluídas nos projetos de expansão. Para isso, a concessionária realizou um censo em 2025 para abranger comunidades sem acesso aos serviços.
Após a privatização concluída em 2024, o cronograma de universalização do saneamento em São Paulo foi antecipado.
A meta, que antes era prevista para 2033, passou para 2029, quatro anos antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento.
Segundo a Sabesp, 2025 marcou o primeiro ano completo sob gestão privada e registrou investimentos recordes de R$ 15,2 bilhões, valor 120% maior do que os R$ 6,9 bilhões aplicados no ano anterior.
A previsão é que cerca de R$ 70 bilhões sejam investidos até 2029 em obras de saneamento. O montante faz parte de um pacote total estimado em R$ 260 bilhões ao longo do período de concessão, que se estende até 2060.
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