Polícia

Operação mira “Sintonia Final da Leste” do PCC e dois são presos em SP

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Polícia cumpre mandados em São Paulo, Atibaia e Itanhaém contra organização ligada ao PCC por tráfico e lavagem de dinheiro  |   BNews SP - Divulgação Foto: Reprodução/DEIC
Marcela Guimarães

por Marcela Guimarães

Publicado em 23/06/2026, às 12h20



A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), uma operação contra a chamada Sintonia Final da Leste, apontada pelas investigações como uma linha de comando do PCC (Primeiro Comando da Capital) envolvida com tráfico de armas, drogas e lavagem de dinheiro.

Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos em endereços do estado de São Paulo.

Mandados em SP e litoral

As ações acontecem na Zona Leste da capital paulista, em Atibaia e em Itanhaém. No total, os policiais cumprem mandados contra suspeitos apontados como operadores do esquema criminoso, além de 21 ordens de busca e apreensão.

Até o momento, dois investigados foram presos. Segundo a polícia, eles poderão responder por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais.

Operação Sintonia Final da Leste
Foto: Reprodução/DEIC

Suspeitos possuem histórico criminal

Um dos envolvidos é apontado como integrante da Sintonia da Leste e responsável pela logística de armas e drogas da facção.

De acordo com a investigação, ele foi preso no Paraguai, em 2019, durante uma apreensão de duas toneladas de maconha, armas e uma granada.

A polícia também afirma que o suspeito liderou, no ano seguinte, uma fuga em massa de um presídio em Pedro Juan Caballero, o que permitiu a saída de integrantes da organização criminosa.

O segundo preso é descrito como articulador das atividades criminosas entre a Zona Leste e a Baixada Santista. Ele possui antecedentes por roubo e tráfico de drogas.

Estrutura e lavagem de dinheiro

Segundo as investigações, a Sintonia Final da Leste mantinha uma estrutura organizada, comandada por criminosos experientes e com ramificações no Paraguai.

A polícia aponta que o grupo atuava em diferentes frentes, incluindo a logística para distribuição de armas e entorpecentes, além de esquemas de lavagem de dinheiro usados para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades ilícitas.

As investigações seguem em andamento. A ação é conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

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