Política
Publicado em 15/10/2026, às 22h10 Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert Andrezza Souza
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende criar o Ministério da Segurança Pública caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública seja aprovada. Durante entrevista à Globo, ele também anunciou a intenção de financiar 138 presídios em todo o país para dificultar a atuação de organizações criminosas dentro das unidades prisionais.
“Foi preso, não é para telefonar”, declarou Lula ao defender medidas para impedir que detentos continuem comandando atividades criminosas.
Segundo o presidente, a criação do ministério permitiria definir o orçamento destinado à área e estabelecer as atribuições da Polícia Federal e dos demais órgãos envolvidos no combate à criminalidade.
Lula afirmou que deseja ampliar a participação do governo federal na segurança pública. Para ele, a PEC permitirá definir com mais clareza a atuação da União no enfrentamento ao crime organizado.
“Para o trabalhador, para a comunidade, para o território, o que nós queremos é tranquilidade, segurança e proteção. Para os bandidos, a gente vai querer prisão”, disse.
lula “meu lema é o seguinte: para o trabalhador, para a comunidade, queremos segurança e proteção. para os bandidos, prisão!" #LulaNaGlobo https://t.co/1an5SlwHkd
— thomaz (@thisdracarys) October 16, 2026
Ao falar sobre o sistema penitenciário, Lula anunciou que pretende financiar 138 presídios em todo o território nacional. Segundo ele, a iniciativa busca impedir que integrantes de organizações criminosas continuem coordenando delitos mesmo após a prisão.
O presidente também defendeu medidas para enfraquecer financeiramente as facções e reduzir o controle que exercem sobre comunidades.
Lula afirmou que o objetivo é impedir que criminosos interfiram na rotina dos moradores, inclusive em atividades cotidianas, como a compra de gás de cozinha e outras relações comerciais.
“Ou seja, nós queremos libertar os territórios dos bandidos nesse país. Não apenas no Rio, no Brasil inteiro”, declarou.
Durante a entrevista, o presidente também citou a lei antifacção, que, segundo ele, aumenta as penas aplicadas a integrantes de organizações criminosas.
Ao abordar a atuação de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), Lula afirmou que essas organizações provocam medo e violência em bairros e cidades brasileiras.
O presidente, porém, contestou a classificação das facções como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Segundo ele, a definição norte-americana de terrorismo não corresponde à natureza do crime organizado brasileiro.
Lula argumentou que as facções brasileiras buscam ganhos financeiros, enquanto o conceito de terrorismo utilizado pelos Estados Unidos está associado a outras formas de atuação.
O presidente afirmou que o governo brasileiro apresentou a Donald Trump uma proposta de cooperação para combater o crime organizado e o narcotráfico. Segundo Lula, o documento foi entregue ao presidente norte-americano.
A PEC da Segurança Pública está em discussão no Congresso Nacional e busca reorganizar as atribuições dos governos federal e estaduais na área.
Lula afirmou que pretende aprovar a proposta para ampliar a capacidade de atuação da União no combate ao crime organizado. Segundo ele, o governo federal precisa participar de forma mais direta das ações de segurança.
Durante a entrevista, o presidente não detalhou o cronograma para a criação do ministério nem os prazos para o financiamento dos 138 presídios.
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