Política
Publicado em 29/06/2026, às 15h12 Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Amanda Ambrozio
O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante(PL-RJ), informou que o partido apresentará oito sugestões ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.
Entre as principais propostas antecipadas estão o retorno da contagem e divulgação descentralizada dos votos por região, antes da totalização na sede do tribunal em Brasília, e o reforço da segurança nas seções eleitorais localizadas em áreas controladas por milícias e facções criminosas.
A bancada argumenta que a centralização atual limita os mecanismos de checagem contra possíveis ataques cibernéticos e defende que as totalizações estaduais funcionem como uma espécie de cópia de segurança.
Por sua vez, a corte eleitoral esclarece que, apesar dos questionamentos apresentados pela sigla, o processo de soma dos votos continua ocorrendo de maneira regionalizada.
Para as eleições de 2026, o partido confirmou que não fará cobranças em relação ao voto impresso devido à ausência de tempo hábil e de orçamento para a implementação.
Contudo, a liderança destacou que a pauta permanece nos planos de longo prazo e deve ser defendida no Congresso Nacional ou em uma eventual futura gestão presidencial alinhada aos ideais do partido.
A criação do comitê interno de propostas, coordenado pelo deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), ocorreu após o partido quitar uma multa de R$ 22 milhões.
Segundo o SBT News, a sanção havia sido aplicada pela Justiça Eleitoral devido a questionamentos e suspeitas levantadas sobre o resultado das urnas em 2022.
A bancada do PL declarou que adotará uma postura de observação em relação ao início da gestão do ministro Nunes Marques no comando do tribunal.
Sóstenes Cavalcante evitou realizar um balanço definitivo sobre o primeiro mês do magistrado na presidência, ressaltando que o período de atuação ainda é curto para avaliações consolidadas.
A expectativa manifestada pela liderança partidária é de que a condução dos trabalhos no tribunal ocorra com total isenção e equilíbrio de forças políticas.
O partido defende que a corte enfrente os debates necessários para o aprimoramento do sistema sem sofrer influências externas ou partidárias de nenhum lado.
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