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Ponte desaba e centenas de famílias ficam desalojadas em São Miguel

Ponte desaba em São Miguel, o município registra 50 imóveis atingidos e 200 pessoas atingidas, obrigando famílias a buscarem abrigos às pressas  |  Foto: Reprodução/Notícias Botucatu

Publicado em 25/02/2026, às 14h06   Foto: Reprodução/Notícias Botucatu   Nathalia Quiereguini

O rastro do temporal ainda é visível pelas ruas da cidade. Um dia depois de lidar com a queda da Ponte dos Machados, a chuva voltou com força suficiente para ampliar os danos e obrigar moradores a deixarem suas casas às pressas.

De acordo com a Defesa Civil de São Paulo, ao menos 200 pessoas estão desalojadas e cerca de 50 imóveissofreram algum tipo de impacto direto, de infiltrações severas até invasão completa da água.

A maior parte das famílias buscou abrigo com parentes, enquanto equipes municipais percorrem bairros para identificar riscos estruturais e evitar acidentes.

Estrutura da Ponte dos Machados destruída após a força da enxurrada elevar o nível do rio e arrastar a travessia / Foto: Reprodução/ InterativaSM

Bairros alagados e rotina interrompida

Segundo o G1, o cenário não ficou restrito a uma região específica. Pontos de inundação foram registrados em mais de dez bairros, incluindo áreas centrais, conjuntos habitacionais e zonas próximas à área rural.

Ruas viraram corredores de água barrenta, veículos ficaram ilhados e moradores tiveram poucos minutos para retirar móveis e documentos.

Em muitos imóveis, a limpeza começou ainda durante a madrugada. Colchões encharcados, eletrodomésticos perdidos e paredes marcadas pelo nível da água passaram a compor a paisagem de quem tenta retomar a rotina.

A ponte levada pela correnteza

O episódio mais simbólico continua sendo a ponte arrastada pela enxurrada. Segundo a prefeitura, o grande volume de chuva elevou rapidamente a vazão do curso d’água, arrastando galhos e vegetação.

O material ficou preso sob a estrutura, formando uma barreira que aumentou a pressão até provocar o colapso.

A queda reacende uma preocupação antiga entre moradores: a durabilidade das estruturas após eventos climáticos extremos.

A travessia já havia sido reconstruída no ano passado após outro episódio semelhante e, novamente, a força da água superou a obra.

Desvios e impacto no deslocamento

Com o acesso interrompido, a administração municipal organiza rotas alternativas para garantir ligação com a Rodovia Marechal Rondon.

A mudança aumenta o tempo de deslocamento de quem depende diariamente do trajeto para trabalho, estudo e transporte de mercadorias.

Enquanto isso, equipes seguem vistoriando encostas, margens de rios e imóveis com rachaduras aparentes. A orientação é que qualquer sinal de movimentação de solo ou aumento do nível da água deve ser comunicado imediatamente.

Próximos passos e reconstrução

O município discute, junto ao governo estadual, a construção de uma nova ponte em concreto, solução considerada mais resistente diante da frequência crescente de temporais.

Para quem mora nas áreas atingidas, porém, a prioridade agora é outra: retirar a lama, recuperar o que restou e torcer para que o tempo dê uma trégua nos próximos dias.

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