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Política

PSOL aciona Ministério Público Eleitoral contra Ricardo Nunes por suspeita de assédio eleitoral

Representações foram protocoladas pela deputada federal Luciene Cavalcante após denúncias de convocação irregular para eventos de campanha política  |  Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Publicado em 19/10/2026, às 13h30   Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo   Marina do Val

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) acionou formalmente o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

A ação é encabeçada pela deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), que protocolou as representações motivadas por denúncias de que servidores públicos da administração municipal estariam sendo convocados e pressionados a atuar ativamente em atos e eventos de apoio político-eleitoral à campanha de reeleição do atual gestor.

Segundo os documentos apresentados às autoridades ministeriais, há indícios consistentes de condutas que ferem os princípios da administração pública, como a impessoalidade, a moralidade e a legalidade, além de violar preceitos da legislação trabalhista e eleitoral vigentes no país. 

O partido sustenta que a utilização da estrutura administrativa e do funcionalismo para fins estritamente eleitorais configura ingerência indevida, desvio de finalidade e claro abuso de poder político e econômico.

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Pedido de investigação detalhada e responsabilização

Segundo apuração veiculada pelo portal Metrópoles, nas petições encaminhadas aos órgãos de controle e fiscalização, a parlamentar solicita a abertura imediata de inquérito civil para apurar a real dimensão e a extensão das irregularidades no âmbito da municipalidade. 

Dentre os pedidos formulados, destacam-se a investigação rigorosa sobre o uso sistemático de cargos de confiança para coerção de subordinados, a expedição urgente de recomendações preventivas e diretrizes à Prefeitura de São Paulo para cessar qualquer ato de constrangimento, além da responsabilização e punição do prefeito e de eventuais gestores ou secretários envolvidos nas práticas de assédio eleitoral.

Além disso, o PSOL requer que os órgãos ministeriais avaliem a ocorrência de dano moral coletivo decorrente do constrangimento institucional imposto aos trabalhadores do funcionalismo municipal. 

Posicionamento do Ricardo Nunes

Até o momento, a Prefeitura de São Paulo e a equipe de campanha do prefeito Ricardo Nunes não se manifestaram detalhadamente sobre o teor específico das representações protocoladas no MPT e no MPE. O espaço permanece aberto para futuros esclarecimentos e posicionamentos oficiais por parte dos citados.

Classificação Indicativa: Livre


TagsSão PauloRicardo NunesPsolassédioDenúnciasAbusoReeleiçãoDano moralMpeMpt

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