As articulações para a disputa pelo
Governo de São Paulo em 2026 devem ganhar um novo capítulo nesta quarta-feira (24), quando o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva se reúne, em Brasília, com lideranças do PT e do PSB para discutir a formação da chapa que representará a
base governista no estado.
Entre os participantes esperados estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), apontado como principal nome do partido para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o ex-ministro e ex-governador Márcio França (PSB) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
O encontro ocorre em meio às negociações para definir os espaços de cada partido na corrida eleitoral paulista.
Favorito à reeleição
Nos bastidores, Lula tem trabalhado para construir uma candidatura unificada capaz de enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que desponta como favorito à reeleição. A preferência do presidente seria por uma composição com Haddad liderando a chapa e França ocupando a vaga de vice-governador, fórmula vista por aliados como uma maneira de ampliar o alcance eleitoral da coligação.
A posição de França, porém, ainda é alvo de debate. Nos últimos meses, o ex-governador vinha concentrando esforços em uma possível candidatura ao Senado.
Entretanto, as movimentações recentes do cenário político paulista levaram o pessebista a reconsiderar seus planos e analisar outros caminhos para 2026, incluindo uma eventual candidatura ao Executivo estadual.
Polarização antecipada
A discussão ganhou força após a retirada de possíveis concorrentes que poderiam ocupar o espaço de uma candidatura alternativa ao atual governador.
Com isso, aliados de França passaram a defender que sua entrada na disputa pelo governo poderia ampliar as opções do eleitorado e evitar uma polarização antecipada entre Tarcísio e o candidato apoiado por Lula.
Esse grupo avalia que uma disputa mais fragmentada poderia dificultar uma vitória do atual governador ainda no primeiro turno e garantir maior protagonismo para forças políticas alinhadas ao governo federal no maior colégio eleitoral do país.
Além disso, argumenta que a presença de mais candidaturas competitivas poderia influenciar diretamente o cenário político nacional.
Estratégia eleitoral
Por outro lado, integrantes próximos a Haddad sustentam que a prioridade deve ser a construção de uma frente unificada. Na avaliação desses interlocutores, uma candidatura própria de França poderia dividir votos dentro do mesmo campo político e enfraquecer a estratégia da base governista.
Para eles, a participação do ex-governador na chapa, como vice, fortaleceria a aliança entre PT e PSB e aumentaria as chances de levar a disputa para o segundo turno.
A expectativa é que a reunião em Brasília ajude a reduzir as divergências e avance na definição da estratégia eleitoral que será adotada pelo grupo nos próximos meses.
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