Política

Quaest: Marina e Derrite aparecem empatados em disputa pelo Senado em SP

Levantamento da Quaest, realizado na terça (8), mostra os pré-candidatos ao Senado empatados com 14% das intenções de voto; Tebet segue com 12%  |  Montagem: BNews SP (Fotos: Geraldo Magela/Agência Senado || Pablo Jacob/Secom/GESP || Jefferson Rudy/Agência Senado)

Publicado em 09/09/2026, às 12h55   Montagem: BNews SP (Fotos: Geraldo Magela/Agência Senado || Pablo Jacob/Secom/GESP || Jefferson Rudy/Agência Senado)   Amanda Ambrozio

A Pesquisa Quaest, divulgada na terça-feira (8), mostra Marina Silva (Rede) e Guilherme Derrite (PP) empatados na liderança da disputa pelo Senado em São Paulo, com 14% das intenções de voto cada um.

Os dois candidatos oscilaram positivamente dois pontos percentuais desde o levantamento anterior, realizado em 25 de agosto.

Na sequência aparece Simone Tebet (PSB), com 12%, seguida por André do Prado (PL), com 7%. Salles (Novo) registra 3%, enquanto Geraldo Rufino (Podemos), Soninha Francine (Cidadania), Maíra de Souza (UP), Dra. Eliana Ferreira (PSTU) e Guto Schiavetto (Missão) têm 1% cada.

A eleição de 2026 terá uma particularidade: cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, renovando 54 das 81 cadeiras do Senado.

Por isso, o eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes na urna.

Derrite lidera primeira vaga; Marina aparece à frente na segunda

Quando a pesquisa separa os resultados entre a primeira e a segunda vaga, o cenário muda.

Na disputa pela primeira vaga, Guilherme Derrite aparece na liderança, com 20% das intenções de voto, contra 17% de Marina Silva e 15% de Simone Tebet. Derrite tinha 17% no levantamento anterior, enquanto Marina registrava 15%.

André do Prado aparece com 6%, seguido por Salles, com 2%. Os demais candidatos têm 1% ou menos.

Já na segunda vaga, Marina Silva lidera com 11%, seguida por Simone Tebet, com 9%, e Guilherme Derrite e André do Prado, empatados com 7%.

O resultado mostra que, embora Marina e Derrite estejam tecnicamente empatados quando são consideradas as duas escolhas dos eleitores, Derrite tem vantagem na preferência pela primeira vaga, enquanto Marina aparece à frente na segunda.

Outro destaque é o número de eleitores que ainda não definiram sua escolha. Na primeira vaga, 18% estão indecisos. Na segunda, esse percentual sobe para 34%.

Foto: Reprodução
Bruno Spada/Câmara dos Deputados e Marcelo Camargo/Agência Brasil

88% não citam candidato na pesquisa espontânea

O grau de indefinição também aparece na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de nomes.

Nesse cenário, 88% dos eleitores não souberam indicar espontaneamente um candidato ao Senado, embora o índice tenha recuado em relação aos 91% registrados em 25 de agosto.

Marina Silva e Simone Tebet aparecem empatadas com 3% cada. Derrite tem 2%, enquanto Salles registra menos de 1%. Outros candidatos somam 1%, e 2% afirmam que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer.

A diferença entre os resultados espontâneo e estimulado evidencia o grau de desconhecimento ou indefinição de parte significativa do eleitorado paulista a pouco mais de um mês da votação.

Maioria diz que voto ainda pode mudar

Segundo o g1, a pesquisa também perguntou aos entrevistados se a escolha do candidato já está definida.

57% afirmaram que a decisão é definitiva, contra 51% no levantamento anterior. Outros 42% disseram que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.

O resultado representa uma redução no percentual de eleitores que admitem mudar de posição: eram 49% em agosto.

Mesmo com a queda, mais de quatro em cada dez eleitores ainda consideram possível alterar sua escolha durante a campanha.

Marina e Tebet têm maiores índices de rejeição

Entre os principais nomes da disputa, Marina Silva apresenta o maior índice de rejeição, com 46% dos entrevistados afirmando que a conhecem, mas não votariam nela. Simone Tebet aparece em seguida, com 34%.

No caso de Marina, 33% afirmam que a conhecem e votariam nela, enquanto 21% dizem não conhecê-la. Na pesquisa anterior, os índices eram de 33%, 22% e 45%, respectivamente.

Tebet, por sua vez, é conhecida e receberia o voto de 29% dos entrevistados, enquanto 37% afirmam não conhecê-la. Outros 34% dizem conhecê-la, mas não votariam nela.

Derrite apresenta um índice de rejeição menor, de 15%, mas ainda é desconhecido por 63% dos entrevistados. Outros 22% afirmam conhecê-lo e votar nele.

André do Prado tem 14% de rejeição e é desconhecido por 71%. Salles registra 18% entre os que o conhecem, mas não votariam nele.

Entre os demais candidatos, a maioria apresenta índices elevados de desconhecimento. Petter Maahs (PCB), por exemplo, é desconhecido por 94% dos entrevistados, enquanto Maíra de Souza chega a 91% e Guto Schiavetto a 92%.

Veja os números da pesquisa para o Senado

No cenário que considera a combinação dos votos para as duas vagas, os candidatos aparecem da seguinte forma:

A pesquisa Quaest ouviu 1.800 pessoas com 16 anos ou mais entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-00959/2026.

Classificação Indicativa: Livre


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